A fonoaudióloga Márcia Bongiovanni, de Londrina, explica que em alguns casos os problemas da fala podem estar relacionados a problemas auditivos, que podem ser hereditários ou adquiridos, resultantes de inflamações no ouvido, sinusites ou otites. ''Muitas vezes a criança possui deficit de linguagem não por problemas da fala, mas porque não ouve'', adverte.
Márcia aconselha os pais de crianças que apresentarem otites a procurarem um especialista, pois quando há um aumento do período de inflamação há uma queda da audição leve ou moderada.
Nas escolas a fonoaudióloga ressaltou a importância da realização da triagem auditiva até a 4 série. ''Nesse teste é possível verificar se a criança possui uma rolha de cera ou se há uma inflamação no ouvido, pois qualquer alteração no tubo auditivo pode levar a um rebaixamento da audição'', explica Márcia, lembrando que o teste de orelhinha é obrigatório e realizado o recém-nascido.
Márcia ressalta que em bebês com até dois anos e meio de idade é possível realizar um teste de audiometria comportamental, que estabelece um diagnóstico de acordo com o comportamento da criança diante de certos estímulos, para avaliar como o som está chegando ao cérebro. Nas crianças entre dois e três anos é possível realizar uma audiometria condicionada, de forma lúdica. ''Quanto mais cedo o problema for diagnosticado, maior a chance de obter uma resposta boa mediante um tratamento'', aconselha.
Em todos os casos de problemas de fala deve haver um acompanhamento multidisciplinar, com médico, psicológico, dentista e fonoaudiológico, para que o diagnósticado seja feito da maneira mais precisa. ''Em alguns casos o diagnóstico depende de avaliação neurológica como os resultantes de esquizofrenia ou síndrome de Down. (V.O.)

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