No Paraná, há seis residências inclusivas para acolher pessoas com deficiência em funcionamento, distribuídas em cinco municípios: uma em Foz do Iguaçu (Oeste), uma em Toledo (Oeste), duas em Cascavel (Oeste), uma em Ponta Grossa (Campos Gerais) e uma em Apucarana (Centro-Norte). Essas unidades recebem recursos do governo federal e uma contrapartida do Estado. "Londrina foi indicada como um dos municípios que deveriam implementar essa residência, mas não aceitou o desafio. Curitiba também foi outra que precisava de duas casas e não conseguiu implementar, provavelmente Curitiba vai ampliar os seus serviços de uma outra forma", disse a coordenadora da Proteção Social Especial da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (Seds), Elenice Malzoni. Em Curitiba, há outros tipos de instituições de acolhimento a pessoas com deficiência.
O Estado oferece ainda a possibilidade de regionalização do serviço de acolhimento a pessoas com deficiência, destacou a coordenadora. Essa opção tem o objetivo de atender os municípios de pequeno porte com pouca demanda por serviços. "O Estado organiza serviços regionalizados que atendem a população e garantem os direitos de quem necessita", explicou Elenice. Nesse modelo, o Paraná conta com duas unidades, ambas em Irati (Centro-Sul), que hoje atendem quase 20 pessoas. Para manter as unidades, o governo estadual faz repasses mensais no valor de R$ 2,6 mil por pessoa assistida. O dinheiro é destinado ao pagamento do aluguel do imóvel, contratação de profissionais, limpeza e alimentação. O Estado também oferece apoio técnico e operacional, como o fornecimento de medicamentos. O município entra com o investimento técnico, disponibilizando os serviços de saúde e assistência social, por exemplo.
A expectativa da Seds é implantar mais três unidades nos próximos dois anos, sendo duas em 2017 e a terceira em 2018. Os municípios ainda não estão definidos. "Essa audiência pública vai ser muito importante para o Estado porque estamos direcionando a implantação de novas unidades e vamos saber como está a demanda na região e, se for o caso, implantarmos uma residência com características regionais", afirmou Elenice Malzoni, que confirmou presença no evento que será realizado nesta sexta-feira (25), em Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), promovido pelo Ministério Público.
"Houve, um tempo atrás, uma proposta de criar uma casa lar na Apae de Ibiporã. O antigo governo do Estado faria a construção e iria mandar um recurso de R$ 100 mil mensais, mas o atendimento seria regionalizado e teríamos que atender pessoas de outras cidades. Recusamos", comentou o presidente da Apae em Ibiporã e presidente do Conselho da Pessoa com Deficiência do município, Gilson Mensato.
Instituir um programa de família acolhedora voltada a esse público também seria uma opção, segundo o diretor Pedagógico da Apae em Ibiporã, Paulo Silvério Pereira. "O Conselho da Pessoa com Deficiência e o Conselho de Assistência Social elaboraram políticas públicas para garantir toda uma estrutura e suporte da rede de atendimento para a família poder acolher a pessoa. Mesmo sem um programa, em Ibiporã temos dois casos de pessoas que foram adotadas por famílias", lembrou.

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