Ações sociais vão contar com 670 novos voluntários em 99
Curitiba deve ter 670 novos voluntários para ações sociais até 1999, vindos de dois grupos criados este ano. O Pacto e a Ação Voluntária estão cadastrando pessoas de todas as idades para trabalhar em instituições da cidade.
O grupo Pacto, ligado ao Tribunal de Justiça e à Vara da Infância e Adolescência, tem 370 pessoas cadastradas. O grupo está funcionando há um mês e já colocou 10% dos voluntários em instituições que cuidam de crianças e adolescentes.
A maioria dos voluntários ainda não está trabalhando porque a verificação das fichas e das necessidades das instituições está sendo feita manualmente. Além disso, a convocação é feita pessoalmente, disse a coordenadora do Pacto, a juíza Carmem Lúcia de Almeida.
A intenção do projeto é atender 160 instituições - cerca de 2 mil crianças e adolescentes. No próximo ano, as famílias também devem ser atendidas. Serão mais de mil - 230 estão em situação de urgência.
O Pacto pretende doar às famílias material de construção, utensílios usados, roupas e cestas básicas, para que tenham condições de receber seus filhos novamente. Segundo Carmem Lúcia, cada criança custa por ano R$ 400,00 para o Estado, quando estão em instituições. Em casa, o custo diminui para R$ 115,00.
Em dezembro, a Ação Voluntária começará a funcionar oficialmente. Trezentas pessoas estão cadastradas. Oitenta por cento dizem querer trabalhar com crianças. Por enquanto, 12 instituições devem ser atendidas. A presidente da Ação Voluntária, Mariângela Hortmann, acredita que este número passe para 200 se houver convênio entre a ONG e a Prefeitura Municipal de Curitiba. O voluntário não substitui a mão-deobra remunerada e nem serve para cumprir o papel do Estado. Deve ser apenas uma ajuda, disse.
Candidatos a voluntários e instituições devem receber treinamento da Ação Voluntária. Eles atuarão nas áreas de sáude, assistência social, cultura, cidadania, meio ambiente e educação. Nosso objetivo é atender as demandas sociais e criar um voluntariado comprometido.
Desconfiança - Mariângela disse que muitas instituições estão receosas com o voluntariado. Antes da Lei 9.608, de fevereiro de 1998 - que exclui o serviço voluntário de qualquer direito empregatício -, muitos voluntários entraram na Justiça para exigir pagamento por serviços prestados.
Mariângela sugere aos voluntários que trabalhem quatro horas por semana e que as instituições façam livro-ponto e termo de adesão que confirme o trabalho não empregatício.Carlos Ruggi/SMCSA professora voluntária Margarida Manfredine Vale dá aulas de alfabetização para idosas, no Liceu ItatiaiaAnna Camanducaia





