Ações se concentram na zona leste
Em Londrina, o programa "Crack, é possível vencer" elegeu duas áreas prioritárias de atuação: a região do Marco Zero (zona leste) e o Residencial Vista Bela (zona norte). No bairro da zona norte, os profissionais ainda estão em fase de "reconhecer o território", segundo o coordenador Roberto Alves Lima Júnior. No Marco Zero, os trabalhos estão mais avançados, mas o coordenador lembra que o desenvolvimento das ações depende da interação com a comunidade. "Não é um trabalho que é bem recebido pela comunidade. Primeiro eu preciso criar vínculos com as pessoas, por meio da ação social e da saúde."
Uma das ações da Saúde é o Consultório na Rua, que consiste em levar atendimento básico em saúde às pessoas em vulnerabilidade social, especialmente aos usuários de álcool e drogas. Os profissionais também fazem encaminhamentos para os centros de atendimento psicossocial específicos para tratamento de dependentes químicos. Na área social, os assistidos são encaminhados ao Centro POP, que atende a população de rua, e na Educação, aos programas de educação de jovens e adultos.
"Um monte desses usuários (de drogas) perdeu o contato com seus familiares, perdeu documentos e a gente tenta resgatar esses vínculos. É com esses serviços que a gente acaba ganhando a confiança do bairro, das lideranças comunitárias, e então começa a tratar do problema do crack", disse Lima Júnior. "O programa tenta desmistificar a figura autoritária da polícia. A polícia tem que cuidar do bairro, tem que ser receptiva", disse o coordenador. "Esses serviços de saúde e ação social já funcionavam no bairro, mas essa integração entre as secretarias é uma inovação do programa contra o crack."
Sessenta guardas municipais foram capacitados para atuar no programa, que conta ainda com o apoio da Polícia Militar, especialmente da Patrulha Escolar. "Hoje, na região leste, o maior problema é o tráfico de drogas na porta das escolas. A gente traz o problema para a PM, passa relatórios os mais detalhados possíveis e contamos com a PM para fazer esse serviço", disse o coordenador.(S.S.)





