As ações da Copel estão confirmando as previsões de seu presidente, Ingo Hubert, de que a empresa teria muitos resultados positivos em 1996: no pregão da última terça-feira, na Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, o lote de mil ações começou a ser negociado a R$ 13,97 e alcançou a marca de R$ 15,60. O balanço de 1996 apontou lucro de R$ 193,9 milhões.
‘‘A demanda foi tão grande que os títulos voltaram a leilão nove vezes durante o pregão, sempre com valorização’’, informa o gerente da coordenadoria de relações com o mercado, Ricardo Portugal Alves. O leilão das ações preferenciais nominativas classe B (PNB) de propriedade do BNDES e do Banestado é o segundo do ano. O primeiro aconteceu em janeiro, quandos os títulos chegaram a R$ 12,60.
As outras classes de ações da Copel também estão em alta. As ações ordinárias nominativas (ON), que em janeiro do ano passado valiam R$ 6,77 o lote de mil, terça-feira foram vendidas por R$ 16,00 - uma valorização de 136% em 15 meses.
‘‘Desde 1995, com o apoio do governador Jaime Lerner, estamos desenvolvendo uma nova política empresarial. Nossa preocupação tem sido adotar medidas para aprimorar o desempenho da empresa, como a implantação de um novo modelo de gestão, o estabelecimento de diretrizes, metas e planos de ação’’, destaca Ingo Hubert.
A Copel desenvolveu também a comercialização de novos produtos e serviços, além de estimular o desligamento voluntário de empregados - o que representou uma substancial redução de custos - sem prejuízo da qualidade: a relação de consumidores por empregados é de mais de 290, um dos melhores índices de produtividade do setor elétrico nacional.
A nova política adotada pela Copel também é responsável pelo aumento do faturamento, que passou de R$ 1,17 bilhão em 95 para R$ 1,5 bilhão no ano passado, mesmo sem reajuste na tarifa de energia elétrica. Como consequência, o lucro pulou de R$ 100,8 milhões, em 95 para R$ 195,9 milhões, em 1996.
‘‘Como a Copel é hoje uma empresa adulta, com alto poder de mobilização de capital próprio, o governo já tem condições de investir os dividendos que recebe de nosso lucro em programas sociais em diversas áreas’’, avalia Ingo Hubert.

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