Ações na Justiça contestam Aterro Norte
Emerson Cervi
De Curitiba
O prefeito de Rio Branco do Sul, João Dirceu Mazzari (PSDB), solicitou à Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) informações oficiais sobre o projeto de instalação de um aterro sanitário no município. O projeto do Aterro Norte faz parte do programa metropolitano de coleta e destinação integrada de lixo urbano e envolve 15 municípios da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec). Os prefeitos da região definiram que o aterro será construído em Rio Branco, mas Mazzari ainda não foi informado oficialmente. O governo começou a fazer o projeto antes de consultar o prefeito, os vereadores e a comunidade local, afirmou. Ambientalistas e moradores se preparam para entrar na Justiça nos próximos dias.
Mazzari e o secretário Municipal do Meio Ambiente, Celso Lima, participaram de uma reunião com representantes da comunidade na última quinta-feira para discutir o assunto.Eu tenho que saber se haverá algum benefício, antes de decidir instalar aqui um depósito de lixo da região metropolitana, reclamou.
O prefeito criticou o presidente da Assomec, o prefeito de Curitiba Cassio Taniguchi. Quando foi pedida a abertura de novas indústrias, Taniguchi disse que tínhamos que investir em turismo, mas não tem como incentivar o turismo em um município que possui o depósito de lixo de toda a região, questionou.
Segundo o diretor-adjunto da Comec, Gil Polidoro, o projeto técnico para o aterro está concluído, mas não há prazo para início das obras. O depósito será construído em uma área de 53 alqueires, na região de Votuverava, que fica a 12 quilômetros da cidade. O prefeito não está informado do projeto porque não pôde participar da última reunião da Assomec, mas nós pretendemos nos reunir com ele e vereadores do município para tratar deste assunto, disse Polidoro.
O Aterro Norte terá capacidade para receber 2 mil toneladas de lixo por dia dos 15 municípios da região metropolitana. O custo total para os 20 anos de uso do depósito é de R$ 25 milhões. Só a implantação custará R$ 5 milhões. As empresas privadas que fazem coleta do lixo nos municípios da Assomec serão responsáveis pelos investimentos e administração do aterro. O novo aterro substituiria o da Caximba, que poderá ser utilizado apenas até 2002.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) concedeu licença prévia de instalação do aterro sanitário em Rio Branco do Sul em 1991. Em fevereiro de 1992, técnios do instituto promoveram uma audiência pública para informar à população sobre o projeto. A licença foi concedida com base em um Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) feito em 1991. Segundo o diretor de Controle de Recursos Ambientais do IAP, Mário Sérgio Rasera, a área escolhida em Rio Branco do Sul é a melhor da região. Ela fica em uma janela geológica, não será sobre o aquífero Karst e a região Norte apresenta menor pressão urbana que o Sul, explicou. (E.C.)População de Rio Branco do Sul é contra aterro, pois ele ficará perto de grutas que são principal atrativo turístico da cidade
Mauro FrassonPrejuízoÁrea prevista para aterro fica perto de grutas que atraem turistas e receberá lixo de toda RMC, menos de Rio Branco





