O presidente nacional da Associação de Defesa dos Consumidores e Usuários de Medicamentos do Brasil (ACM/BR), William Ribeiro, disse ontem que a filial de Londrina voltará a funcionar em, no máximo, 48 horas. Ela foi interditada terça-feira à tarde por força de uma liminar expedida pela juíza da 9ª Vara Cível, Cristiane Tereza Willy Ferrari. A medida atendeu um pedido do Sindicato das Farmácias de Londrina e região (Sinfarlon) que acusa a associação de sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e concorrência desleal.
O advogado da ACM/BR, Roberto de Mello Severo, entrou com recurso ontem à tarde no Tribunal de Alçada, em Curitiba, para reabrir a unidade de Londrina. Sua expectativa é que a Justiça responda o pedido ainda hoje. ‘‘Já esperávamos uma reação das grandes redes de farmácia’’, disse Solange Honorato, diretora do pólo.
De acordo com Ribeiro, a ACM/BR respondeu com sucesso as mesmas acusações em outras cidades onde funciona. ‘‘O artigo 150 da Constituição Federal isenta as associações, partidos políticos e entidades assistenciais do pagamento de qualquer imposto. A verdade é que as farmácias não se conformam em diminuir a grande margem de lucro que obtêm com a venda dos remédios’’, justificou.
O presidente nacional da ACM/BR garantiu sua permanência em Londrina até que o caso seja resolvido. Ontem, ele atendeu à imprensa e vários usuários alheios à interdição. Um deles era o aposentado Manoel Gomes Moreira que foi até a sede da Associação fazer novos pedidos. Ele disse que gasta mensalmente cerca de R$ 300,00 com remédios para a esposa e a filha. ‘‘Se comprasse os mesmos produtos numa farmácia qualquer gastaria de R$ 150,00 a R$ 200,00 a mais’’, disse.
A Associação foi criada em abril do ano passado em Campo Grande (MS) e já instalou filiais também em Goiânia, Dois Irmãos do Buriti (MS), Londrina e Curitiba. Ao todo, ela reúne 37 mil associados, 1.400 somente em Londrina.

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