A mão biônica inventada pelos estudantes de Londrina ainda não está em um estágio comercial, mas à medida que o projeto se desenvolve vai se aprimorando e adquirindo uma estética mais agradável. O objetivo é que ao final da pesquisa ela seja capaz de segurar e soltar objetos e tenha um melhor acabamento. No ano passado, quando o projeto era realizado com um sensor flex, recebeu premiação na Feira de Inovação das Ciências e Engenharia (Ficiencias), em Foz do Iguaçu (Oeste). Naquela época eles constataram que esse sensor, que acionava quando dobrado e desligava quando não estava dobrado, era muito frágil e muito caro.
Resolveram desenvolver um sensor com resultado semelhante, feito com dois tubos de canetas esferográficas, fios e eletrodutos, que também é acionado pelo movimento de flexão do braço. Não contentes com o resultado, criaram um outro sistema de acionamento, feito com uma chave de mercúrio instalada em uma armação de óculos, pelo qual o circuito é fechado ou aberto com o movimento da cabeça.
Neste ano o projeto foi melhorado e neste mês foi apresentado na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), da Universidade de São Paulo (USP). Com o projeto Cecília Valéria Feliciano foi premiada com um curso de inglês e um notebook e Justino de Oliveira Junior foi convidado a frequentar o curso de Mecatrônica da USP por uma semana.
Segundo o professor Thiago Costa, o projeto agora partirá para a utilização de um sensor bioelétrico que permitirá o acionamento da mão por ondas cerebrais. "No Japão já existem brinquedos que funcionam com esse tipo de sensor. Vamos comprar um deles e amplificar o sinal para adaptar a mão mecânica", revelou.
Costa ressaltou que a participação em feiras e ver o projeto ser elogiado por pesquisadores renomados vale mais do que qualquer dinheiro. Segundo Costa, o ensino de ciências exatas no Ensino Médio cria expectativas que por vezes frustram, mas ao participar de projetos como esse, com experimentos práticos, é algo recompensador. "Vale a pena", concluiu. (V.O.)

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