Acil vai pagar funcionários de casas-abrigo para menores
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quarta-feira, 26 de novembro de 1997
Adriana De Cunto Londrina 
A Associação Comercial e Industrial de Londrina vai ajudar a Prefeitura a colocar em funcionamento mais duas casas-abrigo para menores carentes. A Acil vai arcar com as despesas dos funcionários que trabalharão nas casas, cuidando das crianças em situação de risco que forem recolhidas nas ruas. A parceria foi acertada em reunião realizada ontem pela manhã, no Fórum, com a presença do presidente da Acil, Abílio Medeiros, da secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, do juiz e da promotora da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Melo e Solange Novaes da Silva Vicentin, além de entidades assistenciais.
Abílio Medeiros explica que a Acil deverá firmar convênio, provisório, com as entidades que vão administrar as casas-abrigo. Ele sugere que a contratação seja feita através de uma empresa de serviço temporário, para evitar problemas empregatícios. O presidente da Associação ainda não sabe o valor da verba que será destinada para o projeto. Primeiro, ele pretende levantar o custo com os empregados e tentar viabilizar mais recursos junto a empresários da Cidade.
O auxílio da Acil para o funcionamento das casas-abrigo tem dois objetivos, lembra Medeiros. O primeiro diz respeito ao aspecto social. Crianças nas ruas são potenciais marginais, acredita. E para o comércio da Cidade não é interessante ter crianças perambulando pelas ruas.
O dinheiro para pagamento do aluguel e compra de equipamento virá do Governo Estadual. Ao município caberão as despesas com manutenção da casa. Mas o funcionamento das unidades estava emperrado, até agora, porque nem Estado e nem Prefeitura poderiam arcar com os salários dos funcionários.
A secretária Marisa Goettel do Nascimento explica que a idéia é ampliar a oferta de vagas nas casas-abrigo. A Cidade já dispõe de oito casas que atendem menores de zero a 18 anos. Nestes locais as crianças e adolescentes recebem orientação educacional, psicológica, atendimento médico e odontológico. Ela espera que as duas novas unidades entrem em funcionamento ainda este ano.
A secretária de Ação Social lembra que nesta época de final de ano é comum o aumento da frequência de crianças nas ruas pedindo esmolas. Ela pede que a comunidade não dê dinheiro para os menores nas ruas. A maioria das crianças está sendo explorada por adultos, muitas vezes pela própria família. alerta. Marisa Nascimento aconselha às pessoas que quiserem ajudar as crianças carentes a procurar a Secretaria de Ação Social ou o Provopar.


