A Associação Comercial e Industrial de Londrina vai ajudar a Prefeitura a colocar em funcionamento mais duas casas-abrigo para menores carentes. A Acil vai arcar com as despesas dos funcionários que trabalharão nas casas, cuidando das crianças em situação de risco que forem recolhidas nas ruas. A parceria foi acertada em reunião realizada ontem pela manhã, no Fórum, com a presença do presidente da Acil, Abílio Medeiros, da secretária de Ação Social, Marisa Goettel do Nascimento, do juiz e da promotora da Vara da Infância e Juventude, Dimas Ortêncio de Melo e Solange Novaes da Silva Vicentin, além de entidades assistenciais.
Abílio Medeiros explica que a Acil deverá firmar convênio, provisório, com as entidades que vão administrar as casas-abrigo. Ele sugere que a contratação seja feita através de uma empresa de serviço temporário, para evitar problemas empregatícios. O presidente da Associação ainda não sabe o valor da verba que será destinada para o projeto. Primeiro, ele pretende levantar o custo com os empregados e tentar viabilizar mais recursos junto a empresários da Cidade.
O auxílio da Acil para o funcionamento das casas-abrigo tem dois objetivos, lembra Medeiros. O primeiro diz respeito ao aspecto social. ‘‘Crianças nas ruas são potenciais marginais’’, acredita. ‘‘E para o comércio da Cidade não é interessante ter crianças perambulando pelas ruas.’’
O dinheiro para pagamento do aluguel e compra de equipamento virá do Governo Estadual. Ao município caberão as despesas com manutenção da casa. Mas o funcionamento das unidades estava emperrado, até agora, porque nem Estado e nem Prefeitura poderiam arcar com os salários dos funcionários.
A secretária Marisa Goettel do Nascimento explica que a idéia é ampliar a oferta de vagas nas casas-abrigo. A Cidade já dispõe de oito casas que atendem menores de zero a 18 anos. Nestes locais as crianças e adolescentes recebem orientação educacional, psicológica, atendimento médico e odontológico. Ela espera que as duas novas unidades entrem em funcionamento ainda este ano.
A secretária de Ação Social lembra que nesta época de final de ano é comum o aumento da frequência de crianças nas ruas pedindo esmolas. Ela pede que a comunidade não dê dinheiro para os menores nas ruas. ‘‘A maioria das crianças está sendo explorada por adultos, muitas vezes pela própria família.’’ alerta. Marisa Nascimento aconselha às pessoas que quiserem ajudar as crianças carentes a procurar a Secretaria de Ação Social ou o Provopar.

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