O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), David Dequêch Neto, tentará marcar para a próxima semana uma reunião de trabalho com as empresas TCGL e a Francovig para discutir o reajuste da tarifa do ônibus. Ele explica que o empresariado está interessado em debater a questão, visto que o aumento do passe está pesando diretamente no bolso dos comerciantes.
''Cerca de 64% dos passes do transporte coletivo de Londrina são comprados pelas empresas, para que sejam repassados aos funcionários através da política de vale-transporte. Por isso queremos participar do debate'', disse Dequêch. O presidente informou que a conversa com as duas empresas será ''respeitosa'' e que a Acil não tem nenhum juízo de valor prévio sobre a questão.
''Qualquer discussão sobre o reajuste da tarifa só pode ser feito de forma responsável após um estudo aprofundado da planilha. Vamos debater com as empresas a busca de soluções, procurar saber se o poder público está faltando com alguma coisa e viabilizar formas de reduzir a tarifa'', explicou Dequêch.
Na audiência pública realizada na Câmara de Vereadores na segunda-feira, o presidente da casa, Orlando Bonilha (PL), anunciou que uma comissão com representantes do poder legislativo, estudantes e Ministério Público seria formada para analisar a planilha da CMTU que determinou o reajuste. Até ontem, entretanto, o grupo não havia sido formado. ''Vamos esperar a decisão judicial. Se o aumento for revogado, a comissão perde a razão de ser'', justificou Bonilha. (Colaborou Fernando Rocha Faro)

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