Acidentes mataram 124 em 1996
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terça-feira, 14 de janeiro de 1997
Ana Cristina Pereira 
Da Sucursal
Albari Rosa/Folha de LondrinaCruzamento das ruas Izaac Fereira da Cruz e Nossa Senhora do Sagrado Coração teve 26 acidentes ano passado
O trânsito em Curitiba e Região Metropolitana fez no ano passado 124 vítimas fatais e 7.929 feridos, envolvidos 25.476 acidentes. O cruzamento recordista em acidentes foi entre as ruas Izaac Fereira da Cruz com a Nossa Senhora do Sagrado Coração, no Sítio Cercado, onde ocorreram 26 acidentes.
Outros cruzamentos perigosos são entre as ruas Silva Jardim e Conselheiro Laurindo, no Centro, e entre a Francisco Derosso e Izaac Ferreira da Cruz, no Alto Boqueirão. Em cada um destes dois locais ocorreram 18 acidentes no ano passado.
Em terceiro lugar na lista dos cruzamentos mais críticos de Curitiba está a esquina entre as ruas Dr. Muricy e Pedro Ivo, com 13 acidentes. Em seguida, vem o cruzamento entre a Victor Ferreira do Amaral e BR-116.
Em Curitiba e região, a maior parte das vítimas é atendida no pronto socorro dos hospitais Cajuru e Evangélico. Ano passado, o Cajuru atendeu 4.917 vítimas de colisão de veículos e 2.620 pessoas atropeladas.
O diretor superintendente do Hospital Cajuru, Luiz Sallim Emed, afirma que a maioria dos acidentes é causada por motoristas alcoolizados. O médico diz que o número de atropelamentos em Curitiba é alto, comparado aos de outras capitais brasileiras. Não sabemos o motivo de tantos atropelamentos. Mas há na cidade muitas vias rápidas, onde ocorrem mais acidentes com vítimas fatais, afirma Emed, sem revelar números.
O trânsito nas estradas do Paraná também foi violento. O Batalhão da Polícia Rodoviária registrou no ano passado 12.420 acidentes, com 9.551 feridos e 1.073 mortos. Em 1995, foram 10.659 acidentes, 8.298 feridos e 930 vítimas fatais.
Alta velocidade e desrespeito à sinalização e leis de trânsito foram as principais causas dos acidentes. Para tentar reduzir o número de acidentes, o batalhão pretende intensificar neste ano as campanhas de orientação nas rodovias e nas escolas.
Acidentes - A costureira Eunice Pinheiro de Lima mora há 24 anos na Avenida Nossa Senhora do Sagrado Coração, esquina com a Izaac Ferreira da Cruz, e já testemunhou vários acidentes Nossa Senhora do Sagrado Coração. Ela diz que os veículos passam pelo trecho em alta velocidade e muitos motoristas não respeitam o sinal vermelho. No final da tarde, por volta das 18 horas, essa avenida parece uma BR, descreve.
Um dos acidentes mais impressionantes que Eunice presenciou ocorreu em sua própria casa. Um ônibus se desgovernou e entrou em casa. Por sorte, ninguém se machucou, diz.
O comerciário Celso Mota, da Paraná Carnes, também na Rua Nossa Senhora do Sagrado Coração, não sabe dizer quantos acidentes já viu no cruzamento com a Rua Izaac Ferreira da Cruz. Os motoristas passam por aqui embalados e não conseguem controlar o carro, diz.


