Acidentes geológicos são discutidos
James Alberti
De Curitiba
Uma reunião realizada ontem na sede da empresa Minerais do Paraná (Mineropar), em Curitiba, definiu como indispensáveis ações integradas entre os setores produtivos e construtivos para impedir os acidentes geológicos em sete municípios da Região Metropolita de Curitiba. Formas de prevenir os acidentes também fizeram parte da pauta do encontro, que contou com a participação de secretários municipais e técnicos de seis municípios da RMC. Também participaram da reunião técnicos e a direção da Mineropar e técnicos da Suderhsa, do IAP, da Comec e da Sanepar.
Os municípios que sofrem com os acidentes pela ocorrência de calcário são Bocaiúva do Sul, Campo Magro, Colombo, Rio Branco do Sul, Campo Largo e Almirante Tamandaré. Deles, o único a não mandar representante foi Itaperuçú. Segundo o diretor presidente da Mineropar, Omar Akel, os acidentes podem provocar afundamento de solo, desabamentos, fissuras na estrutura de construções, rupturas de reservatórios de água e esgoto, entre outros problemas. Há, inclusive, risco de vida, afirma. Os acidentes, porém, não impedem a ocupação. Conforme Akel, apenas algumas áreas não devem ser urbanizadas.
De prático, a reunião pode ter definido a mudança dos conceitos para a construção nesses municípios. O secretário de Meio Ambiente de Almirante Tamandaré, por exemplo, disse que os critérios de ocupação urbana e rural do município terão de ser rediscutidos. Temos que aperfeiçoar os conceitos para a gente ter tratamento mais rigoroso em termos de preservação do meio ambiente e na ocupação do solo, afirmou.





