Há 15 anos vivendo num imóvel na esquina das ruas Uruguai com Bolívia, a aposentada Nélida Del Carmen Lofrano avisou que agora perdeu de vez a paciência com a demora da Prefeitura de Londrina em instalar um semáforo no cruzamento. Na tarde de ontem, ela presenciou mais um acidente e disse que não vai mais impedir que a vizinhança feche o cruzamento em protesto contra a falta do sinal luminoso.
No final de julho, a moradora falou com a FOLHA e reclamou que seu muro havia sido destruído duas vezes em cinco dias e que tinham ocorrido oito acidentes no espaço de duas semanas. Ontem, ela apontou que, desde então, foram mais três acidentes. O último aconteceu na tarde de ontem. Um VW Polo atingiu uma Bizz, cuja condutora sofreu ferimentos leves. ''Antes, um rapaz machucou a coluna num acidente e um motoqueiro quebrou a perna'', citou a aposentada, que costumava até anotar os acidentes em um caderno. ''Acabei desistindo'', afirmou.
Nélida apontou que, após suas reclamações, foi visitada pelo presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), João Batista Bortolotti, que teria prometido instalar o semáforo em uma semana. ''Ele deu a palavra dele e estou esperando'', avisou. Ela comentou que, por diversas vezes, desestimulou os vizinhos a bloquearem a rua em sinal de protesto.
A FOLHA voltou a contatar o Ippul ontem mas o presidente estaria em reunião e não poderia atender. O arquiteto de Trânsito do instituto, Hirak Ohara, garantiu que o semáforo vai ser instalado no local mas não quis estabelecer um prazo. Ele afirmou que já foi feita a contagem de fluxo de veículos no cruzamento e que os dados estariam sendo tabulados. Depois disso, o projeto de instalação do semáforo será enviado para a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), responsável pela execução do serviço.

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