Brasília - Dados do Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes do Ministério da Saúde (Viva) demonstram que a principal causa de morte em crianças até 9 anos é acidente doméstico, como afogamento, queda, queimadura e intoxicação. Esses acidentes podem ser prevenidos a partir de mudanças simples dentro e fora de casa. Confira:

Afogamentos
Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os locais sejam considerados rasos. É primordial cercar piscinas em casas onde há crianças.

Quedas
Além de observar e fornecer as orientações de comportamento e segurança para as crianças, os pais devem tomar providências como usar protetores nas tomadas e nas quinas dos móveis; não deixar cadeiras, camas e bancos perto de janelas; providenciar antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões, entre outros.

Queimaduras
Esses casos necessitam de atenção especial. Normalmente, a queimadura ocorre ao lado do fogão, quando crianças derrubam panelas e seu conteúdo sobre o corpo.
O clínico-intensivista João Marcelo Ramalho, diretor do Departamento de Gestão Hospitalar do Rio de Janeiro, explica que não se pode descuidar da cozinha. "Deve-se evitar cabo de panela voltado para fora do fogão, brincadeiras com álcool e fogo e também o uso de fogos de artifício, que ocorrem mais em períodos de festas juninas e festas de final de ano".

Intoxicação
Em casos de ingestão de inseticidas, álcool, detergentes e outras substâncias tóxicas, Ramalho explica que a primeira providência dos para os pais deve ser levar a criança para uma emergência hospitalar, para que os profissionais identifiquem a substância e o tratamento que será adequado para aquela situação.
O médico lembra que, dependendo do tempo de ingestão, uma lavagem estomacal pode solucionar. "Quando não, identificaremos a substância ingerida, se há necessidade de neutralizar o efeito, a criança deverá ficar em observação e realizará exames", explica.
Além disso, o médico informa que é errado dar qualquer bebida para a criança, achando que vai melhorar. "Não se deve forçar a ingestão de água ou leite. A melhor medida é ir para o hospital fazer exames e acompanhamento", afirma.

Brinquedos
Na hora de escolher os brinquedos, considere a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procure brinquedos com o selo do Inmetro. Fique atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e as crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas).

No carro
É importante tomar cuidados para que crianças sejam transportadas no carro de forma segura. Bebês de 0 a 1 ano devem ser transportados no bebê-conforto, no banco de trás, voltado para o vidro traseiro, segundo o Código de Trânsito Brasileiro; Crianças de 1 a 4 anos devem ser transportadas em cadeira especial no banco de trás, voltada para frente; Crianças de 4 a 6 anos, segundo o CTB devem usar os assentos de elevação (boosters), com cinto de segurança de três pontos, e serem conduzidas sempre no banco traseiro. Após os sete anos e meio, as crianças, no banco de trás, podem usar apenas o cinto de segurança de três pontos. Por lei, só é permitido sentar no banco da frente a partir dos 10 anos de idade e com cinto de segurança.
Na Caderneta de Saúde da Criança, documento que acompanha saúde, crescimento e desenvolvimento da criança do nascimento até os 9 anos, é possível consultar uma série de recomendações feitas pelo Ministério da Saúde para cada faixa etária.

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