Acidentes de trânsito causam traumas na face
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segunda-feira, 18 de outubro de 2004
Jacira Werle<br>Reportagem Local 
Quem acredita que dentista só cuida dos dentes está muito enganado. As pessoas que sofrem acidentes de trânsito ou quedas são, em vários casos, obrigadas a visitarem esse tipo de profissional. O dentista Eiji Takagi, especializado em cirurgia buco-maxilo-facial, contabiliza quatro 'consertos' de rostos em média por semana.
''A principal causa dos traumas de face ainda é o trânsito. Quando a pessoa está sem cinto de segurança o problema é bem maior. Também sofrem os motociclistas que ficam mais expostos'', explica Takagi. Os números comprovam que os acidentes de trânsito somam vítimas com fraturas na face. Só em 2004, de janeiro a setembro, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU) registrou 4.728 acidentes, com 2.144 feridos e 53 mortos.
Porém Takagi alerta que muitos dentes e maxilares estão sofrendo com a violência das brigas. ''As agressões físicas estão aumentando o número de pessoas com maxilares e dentes quebrados; o percentual se aproxima dos casos de acidentes de trânsito'', afirma. O dentista enumera ainda os casos de quedas e acidentes esportivos também são causas das fraturas no rosto e de perda de dentes. Segundo ele, a maioria das situações pode ser resolvida com a colocação de placas, parafusos e fibras de aço. ''Podemos, inclusive, reimplantar o dente perdido. O importante é corrigir a fratura e garantir a mordida'', afirma.
A aposentada Palma Rosa Tadatematso, 79 anos, teve o osso do maxilar trincado. Ela conta que estava andando rápido em uma rua do centro de Londrina, não viu um buraco, tropeçou e acabou caindo. Levada a um hospital, recebeu pontos no queixo. Só depois de três dias sentindo dor, Palma foi a um dentista que fez uma radiografia e constatou o problema no osso. Com uma cirurgia e a colocação de pino de metal o problema foi resolvido.
''Não conseguia mais mastigar e estava com o rosto inchado'', lembra Palma. Depois da cirurgia, ela conta que ficou três dias sem poder falar para não forçar o maxilar.
Segundo o dentista Walter Busch Pereira, as crianças também correm o risco de pular, cair e quebrar algum dente. Em qualquer caso de quebra a orientação dos profissionais é que o dente seja recolhido e colocado em um pote com leite para evitar que ele desidrate. Pereira ressalta, porém, que as cáries ainda continuam sendo a principal causa dos problemas dentários e merecem atenção.


