O custo médio para a substituição de um poste é de R$ 2,2 mil, mas valor pode chegar até a R$ 45 mil quando os equipamentos de proteção da rede são danificados
O custo médio para a substituição de um poste é de R$ 2,2 mil, mas valor pode chegar até a R$ 45 mil quando os equipamentos de proteção da rede são danificados | Foto: Ricardo Chicarelli



Tem se tornado comum casos de acidentes de trânsito que terminam com postes de eletricidade derrubados em Londrina. Recentemente, um motorista bateu contra uma estrutura na avenida Maringá, zona oeste, resultando na morte da passageira de 18 anos. Em uma outra ocorrência, um condutor capotou várias vezes o veículo e colidiu contra um poste na estrada da Perobinha, na zona norte. De acordo com a Copel, somente em 2017 foram 365 postes derrubados na cidade, o que representa uma estrutura danificada por dia.

Em todo o Paraná, 3.237 postes foram derrubados durante 2017. Destes, 614 estão localizados na região Norte. Londrina representa 11% do total do Estado. Acidentes respondem por 80% dos serviços de substituição. Em 2018, 101 acabaram indo ao chão em acidentes no município. Na frente só está Curitiba, com 132. Gerente de Manutenção da Copel em Londrina, Rodrigo Fanucchi explica que a partir do momento que o poste cai, é deslocada uma equipe para verificar a situação. "Constatando a necessidade de troca, já é encaminhada uma equipe de manutenção, que vai no local e faz a substituição", esclarece.

O custo médio para a substituição de um poste é de R$ 2,2 mil. Porém, o valor pode chegar até a R$ 45 mil quando os equipamentos de proteção da rede são danificados. "O prejuízo é contabilizado de duas formas. Não somente a questão financeira, mas também a parte do prejuízo coletivo. Muitas vezes este poste está em um local onde a quebra acaba acarretando no desligamento de energia e muitas pessoas são prejudicadas pelo problema neste circuito", aponta.

Imagem ilustrativa da imagem Acidentes danificam um poste por dia



COBRANÇA JUDICIAL
Quando acontece o acidente e o poste é comprometido, a companhia colhe todas as informações no local sobre quem ocasionou o transtorno. Se for confirmada a culpa, é cobrado o custo da reposição e da mão de obra do motorista. "É feito o levantamento de custo e encaminhamos ao responsável para se tentar fazer uma negociação para o pagamento de forma administrativa", afirma. "Não sendo possível por este meio, pode-se partir para uma cobrança judicial", acrescenta. As pessoas podem anotar informações para repassar à companhia.

Considerando o número de estruturas de energia comprometidas em acidentes de trânsito como alto, Fanucchi destaca que a maioria dos casos acontece aos fins de semana. Em muitas ocasiões, chega-se a trocar até quatro postes entre a sexta-feira e o domingo. "Tem relação com a bebida, mas também soma-se outros tipos de ocorrências. Já tivemos casos de motoristas que tiveram mal súbito", elenca.

A recomendação ao deparar com um poste atingido em incidentes é se afastar e entrar em contato com a Copel. "A primeira atitude é informar os órgão de trânsito, saúde e também avisar a Copel, para que possamos ir até o local. Também deve evitar de mexer no poste para que não haja nenhum tipo de risco."

INCLINAÇÃO
Em casos que o poste de energia elétrica apresenta inclinação, seja em razão de um acidente ou de qualquer outro motivo, também é realizada a troca. Nesta conjuntura, é observada a estabilidade da estrutura e se existe há necessidade de substituição imediata. "Se não precisa, o desligamento é programado e os populares avisados. Tentamos analisar a situação para realizar a troca deste poste num momento que cause menos transtornos", destaca.

mockup