Acidentes com tanques preocupam
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terça-feira, 28 de outubro de 1997
Lucinéia Parra Maringá 
Marcos NegriniTanques com problema no centro de gravidade ocasionam acidentes envolvendo criançasOs constantes acidentes com tanques domésticos, envolvendo crianças de dois a cinco anos de idade, levaram os representantes de entidades ligadas à construção civil e a indústria de artefatos de cimento de Maringá a discutir a criação de novos modelos. Só no ano passado, conforme levantamento do pediatra José Carlos Amador, o Hospital Universitário de Maringá atendeu 33 crianças vítimas de acidentes com tanques domésticos. Pelo menos três delas morreram por terem o coração ou o estômago perfurados pela queda do tanque sobre o tórax das vítimas.
Representantes do Sinduscon Noroeste, Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação, AEAM, IPEM, CREA, Sindicato da Indústria de Artefatos de Cimento e do Tecpar se reuniram na última quinta-feira para discutir o problema. Segundo o secretário do Sinduscon, Oswaldo Neves da Luz, a causa dos acidentes ainda não foi detectada, mas as suspeitas são de que o problema estaria com o centro de gravidade do tanque. Além disso há outros fatores como a má instalação e o formato do tanque. Estamos pedindo a colaboração de todos para que sejam criados novos modelos que não representem prejuízo às indústrias de artefatos de cimento, mas que possam garantir segurança à comunidade, disse.
Os tanques que apresentam mais problemas estão instalados na periferia da cidade. Em muitas casas, os tanques ficam soltos ou apoiados em madeira, o que facilita a queda sobre uma criança, afirmou. Antigamente, segundo Luz, a base do tanque era muito pesada e uma só pessoa não conseguia movê-lo. Hoje os tanques são leves e o centro de gravidade é alto, o que facilita tombamento quando um criança se apóia no esfregador. Para evitar o problema, dois engenheiros começaram a desenvolver novos modelos.
De acordo com o médico José Carlos Amador, o número de acidentes com tanques domésticos deve chegar a 100 casos por ano. Provavelmente outros hospitais de Maringá também recebem este tipo de paciente, disse. Ele explicou que a queda de um tanque sobre o tórax de uma criança de dois ou três anos pode perfurar o coração.
A menina Taline Grion Mesquita, 5 anos, foi vítima de acidente com tanque no mês passado. A avó de Taline, Maria Onofre Mesquita, disse que Taline foi internada no HU com fortes hemorragias após o acidente. Taline passa bem. Meu filho já fixou o tanque em um lugar mais seguro para evitar outros acidentes, disse Maria Onofre.


