Acidente com gás de cozinha é a terceira causa das queimaduras domésticas em pacientes atendidos pelo Serviço de Queimados do Hospital Evangélico. Segundo o cirurgião plástico Paulo Bettes, grande parte dos acidentes é provocada por vazamento de gás.
‘‘Geralmente, as pessoas ligam o gás do forno para depois acender o fósforo. Isso não deve ser feito.’’ Queimaduras domésticas com líquidos quentes e com álcool são as duas principais causas dos casos tratados no Evangélico.
O Corpo de Bombeiros não divulgou estatística sobre o número de explosões causadas por vazamento de gás de cozinha em Curitiba. O tenente Juceli Simiano Júnior diz que as explosões ocorrem por falta de cuidados básicos.
O vazamento de gás é notado pelo odor do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo). ‘‘Quando a pessoa percebe o vazamento é preciso ventilar o local’’, aconselha. Se o gás ficar aculumado, qualquuer fonte de calor (fósforo, cigarro ou luz acesa) pode provocar uma explosão.
Segundo o tenente, na maioria dos casos o vazamento não é do botijão de gás, mas da válvula. ‘‘O que é comum é as pessoas acoplarem o registro no botijão de forma inadequada’’, destaca.
Simiano diz que a norma do Corpo de Bombeiros, elaborada nos início dos anos 80, estabelece que prédios com mais de três pavimentos devem ter central de gás. ‘‘No Edifício Patriarca, havia a central, mas o morador levou um botijão para o apartamento. Neste caso, não temos como controlar’’, explica.
Os prédios construídos antes da vigência da norma têm de implantar a central de gás. ‘‘Uns se adequaram; outro, não’’, admite o tenente. ‘‘Não temos pesoal para fiscalizar tudo.’’

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