Acidentes com fogos triplicam
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Maigue Gueths<BR>Equipe da FOLHA 
Curitiba - No feriado de Natal, o Hospital do Trabalhador (HT) e o Hospital Evangélico (HE), em Curitiba, atenderam 16 pessoas com queimaduras provocadas em acidentes com fogos de artifício. A estimativa é que, no mínimo, o número de pacientes triplique no Réveillon, podendo chegar a até 40 casos. Médicos, Corpo de Bombeiros e lojas especializadas são unânimes em afirmar que a maioria desses acidentes poderia ser evitada.
''As principais causas são produtos de baixa qualidade, não seguir as instruções para soltura do artefato e a insistência das pessoas em segurar os fogos na mão'', diz Moisés lanza, proprietário da Loja de Fogos Lanza. De acordo com ele, hoje a maioria dos fogos já vêm com base própria para encaixe e para ser colocada no chão. Caso não tenha, a recomendação é que os fogos sejam amarrados em algum suporte, como varetas, cabo de vassoura ou mesmo grades de portões e muros.
''A pessoa não tem como verificar se há algum defeito no artefato. Às vezes tem o pavio curto, o pavio solta, ou não explode, e depois quando ela vai ver o que aconteceu, explode de repente'', afirma o médico José Luis Takaki, chefe do setor de queimados do HE.
Segundo ele, 10% das queimaduras provocadas por fogos de artifício são de terceiro grau. ''Elas são mais dolorosas, mas também mais benignas, porque vão sarar entre três a 15 dias.''
De acordo com o especialista em cirurgia da mão, Ivan Killing Kuhn, no ano passado o HT atendeu 44 pacientes acidentados com fogos, sendo 30 de dezembro a fevereiro. Dos 30, três tiveram lesões graves. As vítimas eram homens, entre 20 e 40 anos, atingidas na mão direita.
Em caso de queimadura, os médicos orientam para que a pessoa imediatamante resfrie o local, usando água fria da torneira. Depois, deve-se molhar um pano limpo em água e colocar sobre o ferimento, prendendo-o com uma atadura. Depois de 12 horas, se continuar ardendo, mas não tiver bolhas, o procedimento pode ser repetido.
Caso apareçam bolhas, trata-se de uma queimadura mais profunda, o que exigirá tratamento em hospital. Outra orientação importante é nunca usar medicamento. Casos mais graves têm tratamento mais demorado, que podem exigir até enxerto. Queimaduras mais profundas podem atingir nervos e músculos, e comprometer a mão.


