A combinação de alta temperatura com chuva de verão contribui para a proliferação de escorpiões. Em busca de lugar seco para se abrigar, eles deixam os esconderijos para se refugiar em locais mais propícios para a sobrevivência. É quando aparecem com mais frequência dentro das casas, o que aumenta o número de ataques.
"Nessa época são bastante frequentes acidentes com escorpião amarelo na nossa região e em todo o Paraná. Até hoje (ontem) atendemos um paciente. Além do animal, que sai do seu esconderijo em busca de alimento, as pessoas acabam se expondo mais a áreas abertas. É importante redobrar cuidados", frisou Camilo Molino Guidoni, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e coordenador do Centro de Informações Toxicológicas do Hospital Universitário de Londrina (HU).
Segundo Guidoni, a picada pode ser nociva para todas as pessoas, mas crianças menores de 7 anos e idosos acima dos 60 anos estão inseridos numa faixa de risco maior. O veneno pode até levar à morte.
Foi o que aconteceu em Terra Rica (Noroeste), na última quinta-feira, onde uma criança de 3 anos perdeu a vida depois de ser picada por um escorpião amarelo. A família informou que o menino foi atacado quando colocava o tênis. Ele foi levado a um hospital de Paranavaí, internado na UTI, mas não resistiu e faleceu após uma parada cardiorrespiratória. "O maior risco de morte é exatamente em crianças", reforçou o especialista.
A espécie que atacou o menino, de acordo com o docente, é a mais perigosa entre as existentes, junto com o escorpião marrom. A primeira recomendação para quem for picado é lavar o local atingido com água e sabão. Se possível capturar o animal e levá-lo junto ao local onde vai procurar assistência médica. Ao deparar-se com um escorpião, a indicação é exterminá-lo. Ao identificar que são vários, é importante acionar o controle de zoonoses do município.

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