Todos os anos durante o verão, é comum o aumento no número de casos de queimaduras em banhistas causadas por águas-vivas. Esse tipo de acidente pode acarretar dores agudas e precisa ser tratado com atenção. O coordenador-geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde, Paulo de Tarso Abrahão, explica que a primeira recomendação é, assim que sentir ardência, sair do mar imediatamente para evitar risco de afogamento.
Além disso, é importante lavar a lesão com água doce e fugir de receitas caseiras. "Só lave, faça compressa com gelo e evite coçar, porque pode aumentar a lesão; e aí procure a ajuda de uma unidade saúde para fazer o tratamento medicamentoso contra alergia e até a queimadura", recomenda.
Abrahão também explica sobre o efeito da substância produzida pela água-viva: "É uma substância química. Qual o objetivo dessa substância química? Ela vai envenenar o animal que ela vai ingerir, só que a substância química para nós, na nossa pele, causa essa lesão de queimadura."
Ardência contínua, vermelhidão, bolhas e coceira são algumas das características do ferimento causado pela água-viva, por isso, é necessário ficar atento para não agravar o quadro. A sensação causada pelo ferimento da água-viva é parecida a uma queimadura provocada por ferro elétrico.

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