Acidentes caíram 31% com novo código
Mônica Kaseker
Os acidentes em Curitiba diminuíram 31% de quinta-feira até domingo, em relação ao mesmo período de 1997. O número de feridos no trânsito caiu 22%. Do dia 22, quando entrou em vigor o Código Brasileiro de Trânsito, até o dia 25 foram registrados 61 acidentes de trânsito em Curitiba - ninguém morreu e 50 pessoas ficaram feridas. No mesmo período do ano passado houve 89 acidentes, com 64 feridos e nenhuma morte.
Segundo o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), o número de multas também diminuiu aproximadamente na mesma proporção. Nos primeiros quatro dias de vigência do novo código, foram registradas 2.082 autuações em Curitiba. O BPTran registrou 1.541 autuações - média de 385 por dia, sendo que a média diária no ano passado foi de 800 autuações. A Diretoria Municipal de Trânsito (Diretran), que assumiu o controle do trânsito em Curitiba dia 22 e divide a fiscalização com o BPTran, registrou até domingo 541 autuações - um terço delas por avanço de sinal e as demais por estacionamento irregular, não uso do cinto de segurança, conversão em local proibido e uso de celular ao volante.
Para o comandante do BPtran, Nelson Carnieri, as estatísticas mostram que os motoristas estão mais conscientes e que o novo código é um sucesso. O diretor da Diretran, Kazuo Sakamoto, ressalta que a resistência às novas regras está principalmente entre os jovens.
Carnieri acredita que os acidentes e multas vão diminuir a praticamente zero, mas vai ser um processo de educação gradual. Para Sakamoto, os motoristas estão cumprindo a nova lei, seja por conscientização ou por medo das multas. Prova do bom comportamento são as filas no Detran para regularizar documentos e o aumento de 20% na utilização de táxis, causada provavelmente por motoristas que temem desrespeitar algum ponto do código. Sakamoto acredita que os carros sucateados estejam circulando menos.
Os jovens são os mais resistentes ao cumprimento do código, segundo Sakamoto. É uma resitência natural que vamos superar aos poucos, acredita. Segundo ele, o maior desafio é inverter o preconceito sobre quem dirige corretamente. Hoje quem cumpre a lei parece bobo, mas esta situação vai ser invertida aos poucos, aposta.





