Acidente simulado muda rotina dos estudantes
Acidente simulado muda
rotina dos estudantes
Tudo foi muito rápido. O aluno saiu de motocicleta da Rua da Lapa, atrás do Colégio Estadual Vicente Rijo, e cruzou a Gomes Carneiro, na área central de Londrina. Não olhou para os lados nem usava capacete. Cúmulo da coincidência, o professor de geografia da mesma escola trafegava pela Gomes Carneiro, com um Kadett azul, e atingiu em cheio a motocicleta. Carro de um lado, aluno de outro. Espirrou ketchup por todo canto.
A simulação do acidente, uma das atividades da Semana do Trânsito, atraiu a atenção de centenas de alunos. Tudo aconteceu como numa colisão de verdade: teve viaturas do Batalhão de Trânsito e até atendimento do Siate. Não faltaram discussões acaloradas entre alunos, supostas testemunhas do acidente, e o professor Marcelo Anchieta Sardinha, condutor do Kadett. Professor, bebida e direção não dá certo, disse um deles, para delírio dos colegas.
Enquanto isso, o acidentado Indalécio Alexandre Linário Santos, 16 anos, aluno do 3º ano colegial, recebia os primeiros socorros. Um colega chegou a gritar que era para deixá-lo ali mesmo, sem atendimento. Mas quando a prancha do Siate subiu e levou o aluno, todo mobilizado, para dentro da viatura, foi uma gritaria geral. O veículo saiu em disparada, com a sirene ligada. Fim de simulação e muitas palmas.
Deu para aprender que é necessário usar capacete e ele não estava usando. Tem que ter mais cuidado, disse Caio Arias Monteiro, 14 anos. O colega Rômulo Pereira, 14, completou: Aprendi que quando a gente vê a vítima, tem que esperar pelo Siate, não pode socorrer. Se tocar pode até machucar.
Para Priscila Alexandra Silva, 17 anos, a simulação serviu para alertar os colegas sobre os riscos que o trânsito apresenta. Tem muito problema em saída de escola, principalmente de alunos menores, que se arriscam mais, diz. No final da aula todo mundo sai correndo, é perigoso. Já vi acidente e é horrível, completou Franciele Heloisa Souza, 17 anos. (L.H.)





