Acidente na 116 quase provoca explosão
Albari RosaAcidenteCaminhão tanque transportava três mil litros de GLP. Corpo de Bombeiros foi acionado para interromper o vazamento de gásAcidente na 116 quase provoca explosão
Colisão envolveu quatro veículos, um deles transportava gás de cozinha. Filas de até cinco quilômetros se formaram na rodovia
James Alberti
Um acidente envolvendo um caminhão tanque que transportava três mil litros de GLP (gás de cozinha) em granel e outros três veículos interditou a BR-116 por cerca de 1h30 ontem, em Curitiba. Havia grande risco de explosão. Apesar de o tanque estar carregado com apenas 15% da capacidade, uma explosão teria destruído tudo que estava num raio de 100 metros. Segundo o chefe da 1ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, Osmar Bortoleto Ritter, houve congestionamento de seis quilômetros ao Sul e cinco ao Norte do ponto da colisão.
O acidente aconteceu às 15h15 no quilômetro 89, trevo do Atuba, na saída para São Paulo. Segundo os motoristas dos veículos envolvidos, o acidente foi provocado por obras na pista. Os cones usados para sinalizar o trabalho teriam limitado o tráfego a apenas uma pista. Com o afunilamento, o caminhão Mercedes Benz, placas ACO 1417, de Mandirituba, carregado de madeira, bateu na lateral de um Chevette e na traseira de um Monza. O Monza, placas AEK 7013, de Curitiba, foi arrastado por cerca de quatro metros e bateu na traseira do caminhão tanque, um Cargo da empresa Ultragaz, provocando o vazamento.
O motorista do Cargo, Henrique Pavarin, 45 anos, disse que o choque estourou um cano usado no carregamento do tanque. Ao perceber o vazamento, Pavarim disse ter tomado um susto. Tanto ele quanto os motoristas dos outros carros afastaram-se correndo do caminhão temendo uma explosão. O risco era grande. Se explodisse poderia destruir tudo numa área de 100 metros, disse.
Num trabalho perigoso, soldados do Corpo de Bombeiros interromperam o vazamento. Todo o sistema de mangueiras e válvulas usadas no carregamento e descarregamento do gás foi arrancado do tanque. Para diminuir os riscos, os bombeiros molharam o tanque com água. Conforme o tenente Mauro Marques Júnior, que coordenou o trabalho dos bombeiros, qualquer fonte de ignição poderia provocar um acidente. Até mesmo os fotógrafos eram aconselhados a não usar as máquinas próximo ao tanque.
A Polícia Rodoviária fechou a BR-116 no quilômetro 87, ponto conhecido como Cruz do Atuba, e no quilômetro 94, no trevo do Tarumã. Os veículos tiveram que desviar o trajeto pelas avenidas Maringá e Victor Ferreira do Amaral, aumentando o percurso em pouca mais de um quilômetro, segundo Ritter. O inconveniente foi que os carros enfrentaram maior fluxo de veículos e semáforos.





