Acidente mata dois e paralisa BR-277
Acidente mata dois e paralisa BR-277
Dois caminhões se chocaram de frente, quando um deles invadiu a pista contrária. Mais dois caminhões se envolveram
As pistas da BR-277 que
descem de Curitiba para o litoral ficaram
totalmente interrompidas
Eliane Eme Sato
Mauro FrassonPor causa da violência do choque, os dois caminhões ficaram completamente destruídos, e provocaram longo congestionamentoDois mortos, quatro feridos e congestionamento de veículos durante toda a manhã de ontem foi o saldo de um acidente no Km 30 da BR-277, na região da Serra do Mar. O caminhoneiro Geroni Medeiros, 36 anos, do Mercedes placa BXC 2342, de Curitiba, dirigia na direção de Paranaguá para Curitiba e invadiu a pista contrária da rodovia. Ele se chocou de frente com um caminhão Scania, placa LYS 2342, de Lindóia do Sul (SC), conduzido por Adelar Deresz, 28 anos. Os dois motoristas morreram na hora.
O caminhão, placa AFT 3234, de Colombo, também se envolveu no acidente, chocando-se contra o Scania. Os quatro passageiros do veículo sofreram ferimentos e foram encaminhados à Santa Casa, em Paranaguá. Lauri Antonio Cavacci, 36 anos, e Alessandro Machado, 18 anos, continuavam internados ontem, mas estavam fora de perigo. Lairton Cavacci, 35 anos, e Anderson Klein Machado, 21 anos, sofreram escoriações e foram liberados ainda pela manhã. O motorista João Carlos Ribeiro, 36 anos, teve seu caminhão lançado para fora da pista. Ele dirigia um veículo da empresa Arisco, placa AAZ 1880, e não sofreu ferimentos. Não vi nada. Quando percebi, joguei o caminhão no acostamento, disse.
A pista que dá acesso a Paranaguá ficou interrompida durante duas horas, formando uma fila de mais de 10 quilômetros de engarrafamento, segundo Luiz de Jesus, patrulheiro da Polícia Rodoviária Federal. A partir das 8h30, a rodovia funcionou parcialmente, sendo liberada só por volta do meio-dia. Houve congestionamento também na pista que dá acesso a Curitiba. O engarrafamento se agravou porque dezenas de caminhões desciam em direção ao Porto de Paranaguá, transportando a safra. A garoa e a chuva fina também atrapalharam os motoristas.
Os dois caminhões ficaram completamente destruídos com a violência do choque. Segundo o patrulheiro Jesus, os caminhões rodavam a uma velocidade superior a 100 quilômetros por hora e os motoristas não tiveram tempo de frear. Funcionários da Ecovia, que trabalhavam próximo ao local do acidente, contam que ouviram um estrondo, gritos pedindo socorro e muita fumaça. Eles conseguiram retirar das ferragens o caminhoneiro Geroni Medeiros, que morreu quando era conduzido para a Santa Casa de Paranaguá. O Siate levou mais de uma hora para retirar o corpo de Adelar Deresz das ferragens. Ele ia para Paranaguá e transportava açúcar mascavo.





