Acidente mata cinco londrinenses
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terça-feira, 20 de dezembro de 2005
Vanessa Navarro<br>Reportagem Local 
Cinco pessoas morreram na colisão entre dois veículos de Londrina na rodovia BR-376, em Imbaú (104 km ao norte de Ponta Grossa), anteontem pela manhã. Um dos motoristas teria sofrido um enfarte e perdido o controle do carro. O acidente deixou ainda cinco feridos.
De acordo com a Polícia Rodoviária, a tragédia aconteceu por volta das 11 horas de domingo, sob forte chuva. Um veículo Corsa (placas AHU9247), que seguia na direção Londrina-Curitiba, teria deslizado na pista e sido atingido por um Monza (placas AEN2827), que vinha no sentido contrário. Quatro ocupantes do Corsa morreram: o motorista João Henrique Sanches, 44, sua esposa, Telma Cavalhieri da Mota, 39, a sogra Terezinha Carvalho Mota, 62, e uma tia de Telma, Luiza Pereira, 73. João Henrique Sanches Júnior, de 10 anos, teve ferimentos na perna e no abdômen. Seu estado de saúde era estável, ontem, segundo boletim do Hospital Dr. Feitosa, em Telêmaco Borba.
Entre os passageiros do Monza, Luana Regina de Oliveira, 14 anos, foi a única vítima fatal. Os pais da menina, o condutor Elcon Luiz de Oliveira, 40, e Patrícia Regina de Oliveira, 30, além do irmão, Gustavo Luiz de Oliveira, 7 anos, estão fora de perigo. Dona Laurinda Rosa, 55, mãe de Patrícia, continuava internada ontem na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Bom Jesus de Ponta Grossa. Ela foi submetida a uma cirurgia para drenagem de pulmão e inspirava cuidados.
O passeio de férias bruscamente interrompido comoveu parentes e amigos da família de João Sanches, velada ontem na Paróquia Nossa Senhora do Carmo (Zona Oeste de Londrina). O primo de Sanches, Luiz Marcelo, 41, contou que o empresário estava levando os familiares para Balneário Camboriú (SC) e pretendia retornar logo depois. A hipótese mais provável é que ele tenha sofrido um ataque cardíaco enquanto dirigia.
''Meu primo havia colocado ponte de safena há dois anos e comentou comigo que tomava 16 comprimidos por dia. A perícia constatou que a esposa dele morreu com a chave do carro na mão, provavelmente tentando evitar o acidente'', observou. O motorista era empresário do ramo agrícola e Telma trabalhava como professora.
O velório de Luana foi realizado na casa da família, no Jardim Coliseu (Zona Norte de Londrina). Mesmo com a saúde debilitada, a mãe da estudante pediu alta do hospital onde estava internada, em Ponta Grossa. ''Ela disse que não poderia, de jeito nenhum, perder o enterro da filha. Os pais estão arrasados'', comentou um parente. A família retornava de Curitiba na ocasião do acidente.


