Três estudantes que fariam o vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL) morreram e uma ficou gravemente ferida em acidente ocorrido na tarde de anteontem na BR-369, entre Jataizinho e Cornélio Procópio, quando vinham para a cidade. O eletricista Paulo de Oliveira, 50 anos, de Ourinhos (SP), dirigia o Ômega (placas CKZ 5505), que deslizou na pista e chocou-se contra uma árvore. Ele e as três jovens morreram no local.
Paulo de Oliveira era pai de Denise de Oliveira, 18 anos, uma das vítimas. Ela iria tentar uma vaga no curso de biomedicina. As outras vestibulandas que morreram no local são Ana Carolina Leite, 18 anos, também de Ourinhos, e Tânia Luzia de Castro, 19 anos, de Xavantes (SP). Elas iriam prestar vestibular para medicina veterinária e artes cênicas, respectivamente.
Cristina Dardes, 22 anos, de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), sofreu fraturas múltiplas e foi encaminhada para a Santa Casa de Misericórdia de Cornélio Procópio. Ela iria prestar vestibular para ciências econômicas. Ontem a Santa Casa informou que o estado de saúde de Cristina era grave.
O acidente aconteceu por volta das 16h30, em uma curva próxima ao trevo de Assaí. Chovia quando aconteceu o deslizamento. Em Ourinhos, onde morava a maioria das vítimas, a população ficou chocada. Os corpos de Paulo de Oliveira, Denise e Ana Carolina foram velados no salão da Igreja Presbiteriana Independente e sepultados às 13 horas de ontem, no cemitério municipal. Segundo Hélio Madeira, gerente da Funerária São Benedito, cerca de 200 pessoas estiveram presentes ao velório e sepultamento.
Denise de Oliveira tinha uma irmã gêmea, Débora, que de acordo com Madeira estava inconsolável. O carro que trazia as vestibulandas para Londrina era de uma outra filha do eletricista, Daniela de Oliveira Borges.
Ontem à tarde em frente ao Colégio Maxi, na área central de Londrina, um vestibulando e um taxista foram atropelados pelo auxiliar de escritório Cil Jorge Ferreira da Silva Júnior, de 18 anos, que trafegava pela Avenida Duque de Caxias com um Passat placas AAR 7244. Júnior não é habilitado e o carro não era dele. O bafômetro da Polícia Militar apontou que o motorista estava com 1,6 decigramas de álcool, quando o máximo permitido pelo Código de Trânsito é 0,6.
O taxista Joacir Braga Rocha, de 47 anos, foi internado na Santa Casa de Londrina com fratura de crânio e múltiplas fraturas na perna direita. O vestibulando Cassiano Olsheski Gabriel, 18 anos, é da cidade de Astorga e foi socorrido ao Hospital Universitário (HU). Ontem à noite o HU informou que Gabriel sofreu apenas ferimentos leves e poderia ser liberado após ser submetido a um exame de raio-X.
Após o atropelamento Cil Jorge Júnior fugiu do local mas foi perseguido pelo policial militar Valdemar de Mello, que o deteve na Avenida Harry Prochet, zona sul da cidade. O menor que acompanhava o motorista disse que os dois haviam tomado uma cerveja e que o carro estava no máximo a 55 km/h no momento do acidente. ‘‘Ele estava na pista da esquerda e quando foi passar pela direita não sei o que aconteceu’’, comentou.
O menor alegou que o motorista não estava fugindo do local do acidente. ‘‘A gente ia fazer o contorno pra voltar.’’ Além de atropelar o vestibulando e o taxista, o carro dirigido por Silva Júnior bateu em dois veículos estacionados.

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