A Polícia Civil de Sertaneja (63 km ao norte de Cornélio Procópio) concluiu ontem o inquérito que apurou as circunstâncias do acidente que matou, há 15 dias, o estudante Wellington José Argentino Junior, 19 anos. O acidente tinha duas versões, mas ficou comprovado que o veículo onde estava o estudante era dirigido pelo adolescente D.R.F, de 14 anos, e não pelo seu pai, versão sustentada na ocasião.
No dia do acidente a Polícia Militar divulgou, através do boletim de ocorrência, que o comerciante Davi Manoel de Souza, 50 anos, pai de D.R.F., estaria dirigindo uma caminhonete S-10 e teria perdido o controle da direção do veículo e atropelado o estudante que caminhava pela calçada. Esta versão foi confirmada pelo comerciante quando a PM chegou no local do acidente, cerca de uma hora depois.
A Polícia Civil começou a investigar o caso depois que moradores disseram que o rapaz não foi atropelado. Ele estaria na carroceria da caminhonete que o menor dirigia. Segundo o assistente de segurança (delegado nomeado politicamente), José Carlos Dantas, o comerciante negou na delegacia que estivesse dirigindo o carro. Ele assumiu que seu filho teria pego a caminhonete sem sua autorização.
Em depoimento, o menor também afirmou que saiu com o veículo sem ordens de seu pai. Ele disse ainda que ao fazer uma curva bateu com uma das rodas no meio-fio e perdeu a direção do veículo que invadiu o jardim de uma casa.
A vítima, que estava com o primo M.S., 16 anos, na correceria da caminhonete, teve o corpo arremessado contra o chão e morreu horas depois de politraumatismo e edema pulmonar. M.S. sofreu escoriações e D.R.F. fraturou o nariz. O pai do adolescene foi indiciado por homicídio culposo. O menor será encaminhado ao Conselho Tutelar da Criança e do Adolescente.

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