Lunardelli - Um acidente grave matou pelo menos sete pessoas, no início da madrugada de ontem, na Rodovia Natal Pessuti (PR-082), próximo à entrada de Lunardelli, na região do Vale do Ivaí. O acidente envolveu um Astra, com placa de Umuarama, conduzido por Anderson da Silva e uma van Sprinter, de Floresta, que transportava pelo menos 13 passageiros de várias cidades para realizar tratamento médico em Curitiba. O veículo era guiado por Reginaldo da Silva e pertence à empresa Pacotur. Após o choque, os dois veículos se incendiaram.
Os bombeiros demoraram cerca de duas horas para apagar as chamas, resgatar os feridos e os corpos. Segundo o tenente Rafael Alves Blasques Dias, do Corpo de Bombeiros de Ivaiporã, nove profissionais participaram dos trabalhos. "Usamos um caminhão para retirar os corpos e mais duas ambulâncias".
Segundo o cabo Irmani, do Posto Rodoviário de Ubá do Sul, o trecho tem acostamento estreito e é comum a ocorrência de acidentes, mas não nesta proporção. "Para se ter ideia, o Astra se partiu ao meio", disse.
Ainda segundo ele, não havia condições adversas de tempo no momento da colisão. O tráfego ficou interditado por cerca de 40 minutos para remoção dos veículos.
Até o fechamento desta edição, o Instituto Médico-legal de Ivaiporã havia identificado três vítimas. Segundo a auxiliar de perícia Keila da Silva Back, os familiares confirmaram a identificação do motorista do Astra Anderson da Silva, de Umuarama, da passageira da van Maria Dolores Viana, de Fênix, e de outra passageira da van Maria de Jesus Miante, de Barbosa Ferraz.
Entre os mortos que ainda não foram identificados pela perícia, provavelmente, estão o casal de pioneiros de Godoy Moreira, Rita Rosolen dos Santos e Rubens Aparecido dos Santos, da comunidade rural de Porto Gaúcho, e o casal Neuza Aparecida Malagute e Álvaro Malagute, de Quinta do Sol.
Uma adolescente de 15 anos, filha de uma das vítimas fatais, sofreu queimaduras de primeiro grau na mão e na perna e foi atendida no Hospital de Lunardelli e depois foi encaminhada a um hospital de Engenheiro Beltrão. Logo que chegou ao hospital ela relatou à equipe médica que tentou acordar a mãe após o acidente, mas não obteve resposta aos seus chamados. O motorista Reginaldo da Silva, de 35 anos, estava com suspeita de fratura na mão e precisou ser medicado para se acalmar, pois estava preocupado com seus passageiros. Sua esposa Sheila Maria de Camargo, de 29, foi a única que não precisou de atendimento e ajudou a acalmar os outros pacientes.
Silas Messias da Silva, de 29, e João Mariano Neto, de 69, sofreram cortes na testa e foram encaminhados para um hospital de Ivaiporã para ficar em observação. Juliana Mariano, de 28, também foi encaminhada para Ivaiporã com suspeita de fratura no braço esquerdo. Manoel Messias da Silva, de 51 anos, também foi encaminhado para Ivaiporã com suspeita de fratura do fêmur esquerdo. Julieta de Souza Ferreira, de 41, foi transferida no fim da manhã de ontem para Ivaiporã, também com suspeita de fratura na perna direita. Seu filho de 4 anos foi liberado de madrugada sem ferimentos graves ou escoriações.
O radialista Ronaldo Alves Senes chegou ao local 30 minutos após o acidente e os veículos ainda estavam em chamas. Ele relata que os bombeiros já estavam lá prestando socorro quando ele chegou, no entanto, não houve tempo para retirar as vítimas do veículo. "A colisão foi frontal. Tinha muito óleo na pista e o Astra se partiu ao meio. Metade dele ficou enroscada na van e se incendiou junto e a outra metade foi lançada a 100 metros do local da colisão".
Segundo o cabo Barreto, da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), o trecho em que a colisão aconteceu fica em uma curva acentuada de uma rodovia de pista simples, ou seja, é um local em que é proibida a ultrapassagem. "A sinalização no local é perfeita. O local é bem sinalizado tanto na pintura das faixas como na existência de placas de trânsito". Segundo ele, a PRE trabalha com várias hipóteses, mas duas são as mais prováveis: ultrapassagem proibida ou perda de controle do veículo. A polícia encontrou um rádio do tipo HT no Astra e várias mensagens de pedidos de mercadorias no celular do condutor do carro. (Com Samara Rosenberger/Equipe Bonde)

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