Quatro pessoas de uma mesma família morreram em acidente no quilômetro 536 da BR-277, no final da tarde de segunda-feira. O acidente ocorreu no perímetro urbano de Ibema (24 km a leste de Cascavel). A família, de Foz do Iguaçu, viajava no Santana placas ABR 6351, dirigido pelo eletricista Arseno Francisco de Souza, 35 anos, que colidiu de frente com um ônibus da empresa Princesa dos Campos, placas AHA 8928, que ia no sentido Curitiba-Guaíra.
Além do condutor do Santana, morreram sua esposa Sueli, 26 anos, e os filhos Cleyton, 9 anos, e Maicon Willian, 1 ano. O motorista do ônibus, Gilmar Pazini, 37 anos, e os 44 passageiros nada sofreram. Segundo Gilmar, o Santana ultrapassava duas carretas na curva e não houve tempo para desviar.
Denúncia Familiares das vítimas denunciaram a tentativa de cobrança de R$ 4 mil, pela Funerária Guaraniaçu, em Guaraniaçu (40 km a leste de Cascavel), para entregar os corpos. A viatura da funerária recolheu os corpos no local do acidente e levou para a sede da empresa, em vez de seguir diretamente para o IML de Cascavel.
Delmar Furlan, escrivão da Delegacia de Ibema, informou ontem que após o acidente registrou a ocorrência e expediu ofício encaminhando os corpos para o IML, ‘‘o que deveria ter acontecido de imediato’’. A funerária teria ficado com os corpos porque o IML já estaria fechado (o recolhimento aconteceu por volta das 20 horas). Mas Delmar afirma que obteve informação de que funcionários do IML ficaram até uma hora da madrugada esperando a chegada dos corpos, o que não aconteceu.
Os delegados de Ibema e de Guaraniaçu estudam o caso, juntamente com a chefia em Cascavel e o Ministério Público, para ver de quem é a competência para apurar a denúncia e provável abertura de inquérito com base no crime de retenção de cadáver. Segundo o escrivão Delmar, depois de uma negociação com a família, a funerária teria liberado os corpos por R$ 250,00.
A Folha tentou contato telefônico com o proprietário da Funerária Guaraniaçu. No primeiro telefonema, uma mulher atendeu e disse que as pessoas encarregadas de atender não estavam e desligou o telefone. Na segunda tentativa, a mulher aceitou conversar, mas disse que os proprietários haviam saído e não sabia quando retornariam. ‘‘Nem mesmo sei o nome deles direito’’, afirmou.

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