Acidente com ônibus na BR-116 deixa 95 feridos e três mortos
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segunda-feira, 13 de abril de 1998
Anna Camanducaia 
Albari RosaMarlene Relinski: Acordei no meio da pista com a minha filha no coloA colisão entre os ônibus da empresa Mouraoense (Araucária-Curitiba) e da Penha (Curitiba-Lages), que ocorreu às 18h30 do domingo, no quilômetro 113 da BR-116, perto da divisa entre os municípios de Fazenda Rio Grande e Curitiba, deixou 95 feridos e três mortos (Sueli Maria da Silva, 29 anos, Rita Custódio Maciel, 27, e Dinamar Alves dos Santos, 24). Segundo testemunhas, o ônibus da Mouraoense estaria em alta velocidade e, para não bater nos carros da frente, invadiu a outra pista.
O motorista da Mouraoense, Lorivan José de Almeida, 24 anos, está na UTI do Hospital Evangélico. O hospital não quis dar informações sobre seu estado de saúde. O diretor da empresa, Luiz Ben-Hur Loures, disse que Almeida teve politraumatismo e corre risco de vida.
O motorista da Penha, Marcelino Wolff, 44 anos, internado no Cajuru, teve fratura exposta e escoriações pelo corpo. Fiz de tudo para não bater no outro ônibus de frente, para que não morresse muita gente, diz.
A dona-de-casa Marlene Relinski, de 25 anos, estava no ônibus metropolitano com a filha Lilian, de 11 meses, o marido Pedro Cordeiro, de 31, e o filho Bretty, de 5 anos. O ônibus estava cheio, tinha muita gente em pé e muita criança, diz. Não me lembro de nada; acordei no meio da pista com a minha filha no colo. Marlene teve escoriações no corpo, Lilian fraturou o braço e a perna direita, Bretty fraturou o braço direito e Pedro machucou a perna esquerda.
Albari RosaO motorista Wolff: Fiz tudo para não bater no outro ônibus de frente
Na noite de domingo, 44 pessoas foram encaminhadas ao Hospital Cajuru, mas 20 foram transferidas ao Hospital Evangélico por falta de vaga. O Cajuru atendeu 24 feridos; quatro permanecem internados. No Evangélico, 35 das 46 pessoas que deram entrada no hospital permaneciam internadas até ontem.
Acidentes - No feriado de Páscoa, a Polícia Rodoviária Federal registrou 85 acidentes, com 111 feridos e sete mortos no Paraná. No ano passado, foram 88 acidentes, com 90 feridos e duas mortes. Se levarmos em consideração o aumento na frota paranaense, o número de acidentes foi proporcionalmente menor do que no feriado de 1997, diz o chefe de operações da PRF, Tupy Reinhardt. No ano passado, a frota era de 1,7 milhão de veículos. Hoje, é de 2,1 milhões.
Nas rodovias estaduais, o feriado deixou um saldo de 180 acidentes, com 137 feridos e nove mortos. O número de acidentes foi 11% superior ao da Páscoa do ano passado, mas o número de mortes quase três vezes menor.


