Acidente com ônibus mata motorista e fere 14 passageiros
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sábado, 13 de janeiro de 2001
Benedito Teles Santo Antônio da Platina 
Uma pessoa morreu e 14 ficaram feridas na colisão entre um ônibus da Viação Garcia e um caminhão, ontem, às 3h20, próximo à Quatiguá (63 km ao sul de Jacarezinho), na rodovia Parigot de Souza (PR-092). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o ônibus bateu na traseira do caminhão. Policiais informaram que chovia no momento do acidente. O motorista do ônibus, Claudinei Aparecido Soto, 34 anos, de Cornélio Procópio, não resistiu aos ferimentos e morreu.
Cinco passageiros foram encaminhados para a Santa Casa de Misericórdia de Siqueira Campos (90 km ao sul de Jacarezinho) e nove pessoas com ferimentos leves foram levadas para o Hospital de Quatiguá. Quatro ambulâncias e uma equipe de 12 pessoas, entre bombeiros, policiais e médicos resgataram os feridos.
A lesão mais grave foi a da auxiliar de cozinha Rosa Gonçalves de Amorim, 33, de Santa Mariana. A equipe médica informou que foi realizada uma intervenção cirúrgica em sua perna esquerda por causa de uma fratura exposta.
O ônibus saiu de Curitiba com destino a Santa Mariana (16 km a leste de Cornélio Procópio) e transportava 25 passageiros. O caminhão Scania, de Angelina (SC), conduzido por Giovane Custódio, 27, transportava pisos de cerâmica para o Norte do Paraná.
Policiais não souberam definir a causa do acidente. A secretária Valquíria Bittencourt, 46, de Cambará, estava sentada em uma das poltronas da frente e disse que o motorista estava com sono. Ouvi quando ele reclamou de sono e de cansaço, afirmou. Ela contou que em uma das paradas o motorista comentou com um passageiro que estava com sono e pediu dicas para se manter acordado.
A balconista Silvia Regina Moreno Cugine, 20 anos, de Cambará, declarou que os passageiros estavam dormindo e que foram acordados pelo impacto da batida. Acordei ensanguentada e com a gritaria dos passageiros, contou.
O policial rodoviário Levino José Corrêa atendeu a ocorrência e disse que o clima era de pânico. As pessoas queriam sair do ônibus, mas não conseguiam. Só quatro passageiros estavam do lado de fora quando chegamos. A gritaria era intensa, confirmou.
Conforme o policial, as pessoas só se acalmaram quando conseguiram sair do ônibus. Levino explicou que algumas pessoas foram retiradas pelas janelas e que várias poltronas tiveram que ser serradas para permitir o resgate das vítimas.


