Um acidente grave, na manhã de ontem, entre um ônibus da Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e um carro causou a morte de duas pessoas e deixou outras três feridas. O acidente ocorreu às 7h50, na esquina das ruas Francisco Garcia Campos e Terezinha Região, no Jardim Itaparica (zona norte). Antônio Edilberto de Oliveira Teixeira, 29 anos, morreu no local. Elizângela Alves de Oliveira, 22 anos, que dirigia o carro, teve traumatismo craniano, foi internada na Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.
Outros dois passageiros do carro foram internados em estado grave e, até o final da tarde de ontem, ainda corriam risco de vida. Fernando Sebastião Ferreira, 24 anos, noivo da motorista, estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário (HU); e Cosmo de Oliveira Teixeira, 20 anos, estava em estado grave no Hospital Evangélico. O terceiro passageiro, Edson do Nascimento, era o único que estava fora de perigo, em observação no Pronto-Socorro Cirúrgico do HU. Havia cerca de 30 passageiros do ônibus, mas ninguém se feriu.
O Logus azul, de Londrina, placas PNP 7433, subia a Rua Terezinha Região quando foi atingido pelo ônibus que fazia a linha 406 Aquiles Stenghel. Segundo o motorista do ônibus, Roberto de Almeida Vicente, 36 anos, tudo aconteceu muito rápido: ''Quando eu vi estava em cima do carro. Eu tentei frear mas não deu tempo, ônibus não pára de repente. Só sei que eu estava dentro da velocidade permitida'', afirmou. Segundo ele, que trabalha há quatro anos na empresa, este é o primeiro acidente com vítimas em que se envolve. Para o motorista, a causa do acidente foi a falta de sinalização no local: ''A gente não sabe de quem é a preferencial. Se houvesse sinalização, o acidente poderia ter sido evitado'', afirmou.
Os moradores do bairro também criticam a falta de sinalização mas denunciam o excesso de velocidade dos ônibus: ''Nenhuma rua do bairro tem sinalização e já vi vários acidentes aqui, mas os ônibus também correm que é uma loucura, principalmente nessa descida onde aconteceu o acidente'', contou Adair José dos Reis, morador da região. O ônibus teve que frear cerca de 30 metros até conseguir parar.
Segundo testemunhas, o Siate demorou muito para chegar ao local: ''Foram uns 20 minutos até eles chegarem aqui. Um pouco antes estavam todos vivos, o rapaz que morreu estava sentado na calçada e nem parecia muito machucado. De repente ele deitou e morreu'', afirmou Ione Silva Cruz. A informação foi confirmada pelo motorista do ônibus: ''Estavam todos vivos. Se o Siate não tivesse demorado tanto talvez o rapaz não morresse'', disse. Segundo o soldado do Corpo de Bombeiros, Orias Alves do Reis, o Siate recebeu o chamado do acidente às 7h50m e chegou ao local às 7h56: ''A viatura estava na zona norte e chegou bem rápido''.

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