Acidente com óleo rende multa de meio milhão
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quinta-feira, 14 de dezembro de 2000
Luciana Pombo De Campo Largo 
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) definiu ontem os valores das multas aplicadas à Andraus Engenharia e Construções Ltda., acusada de ter sido a responsável pelo vazamento de cerca de 400 litros de óleo combustível de xisto num córrego afluente do Rio Passaúna, que abastece Curitiba e região. De acordo com o IAP, a Andraus opera dentro de uma área da Inecol Indústria e Comércio de Pedra Britada, que a princípio havia sido apontada como a responsável pelo acidente. As duas empresas, segundo o IAP, podem pertencer ao mesmo grupo empresarial.
Foram estabelecidas multas de R$ 500 mil pelo vazamento e poluição hídrica e R$ 10 mil por irregularidades no licenciamento ambiental. A empresa foi interdidata e terá 20 dias para entrar com um recurso. Houve o vazamento e a efetiva poluição, com morte de peixes que viviam no córrego, justificou Mário Sérgio Rasera, diretor de controle e recursos ambientais do IAP. O vazamento do óleo ocorreu na manhã de anteontem, no córrego que fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) do Passaúna, em Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba).
O óleo que vazou para o córrego foi retirado, mas ainda está sendo feito um monitoramento pela Sanepar e pela Secretaria de Estado da Saúde para evitar que haja contaminação do Rio Passaúna. As informações que temos até agora são otimistas. Não há risco de contaminação dos mananciais de Curitiba, na captação de água, declarou Rasera, ao avaliar que o trabalho de barreiras feito no córrego foi fundamental para o controle da situação. De qualquer forma, os técnicos continuarão monitorando o local durante toda a semana.
Está tudo sob controle, afirmou o engenheiro Nelson Sonda, funcionário da Andraus Engenharia, ao falar que o óleo que vazou era usado para a secagem de material para a fabricação de massa asfáltica.
O engenheiro Antônio Fialho, contratado para assessorar a empresa a resolver os problemas durante o período em que a usina terá que ficar parada, disse que o problema foi detectado e corrigido. Vazou 100 litros de óleo apenas e por erro humano. Foi aberta a válvula automática e não foi fechada, argumentou ele. Ao longo de um quilômetro do córrego foram colocadas oito barreiras com um tecido especial para reter o óleo.
O tenente Gonçalves, da Defesa Civil, disse que não detectou qualquer problema relevante no córrego na manhã de ontem. Descemos dez metros ao longo do rio e não vimos nenhum problema. Acreditamos que não existem mais riscos. Agora é trabalhar para a prevenção de novos acidentes, afirmou.


