Acidente com fios descascados causa morte de menino de 2 anos
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quarta-feira, 15 de janeiro de 1997
Lúcio Horta 
ReproduçãoAcidente domésticoWillian e a irmã mais velha: o menino chegou com vida ao HU, mas morreu logo em seguida
Um choque elétrico, dentro de casa, provocou a morte do garoto William Fernando Antão, de dois anos de idade. O acidente aconteceu pouco depois da 14 horas, no conjunto Alexandre Urbanas (zona leste). Segundo Rosana Gouveia, mãe de William, o choque foi provocado por um fio descascado da máquina de lavar roupa, que estava ligada. O chão molhado pode ter potencializado a descarga elétrica.
Ainda muito abalada, Rosana Gouveia contou que William estava comendo pouco antes do acidente e que, nesse horário, ele nunca vai ao local onde estava ligada a máquina de lavar roupa. Quando vi sai correndo, mas ele já estava caído em cima do fio, lamenta.
Segundo a mãe, William ainda tinha pulsação quando foi socorrido. Neste momento, o Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergências (Siate) foi acionado mas não chegou ao local. Não apareceu até agora, criticou. Apesar que tudo é por Deus, ele quis assim.
Siate foi informado
que se tratava
de acidente com
soda cáustica
Um vizinho levou William até o Hospital Universitário (HU), mas o garoto não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada. O enterro será amanhã, no Cemitério Padre Anchieta (jardim Ideal).
O médico Roberto Basso, do Siate, confirma o pedido de atendimento chegou ao Corpo de Bombeiros mas de forma truncada, ou seja, a informação estava confusa. Primeiro, ele conta, uma vizinha ligou dizendo o garoto tinha tomado soda cáustica. Em seguida, o Siate teria retornado a ligação, para averiguar a chamada, mas a pessoa informou que se tratava de um choque elétrico e que o William já tinha sido encaminhado para o hospital.
Basso informa que o Siate libera a viatura em situações de trauma, como por exemplo acidentes automobilísticos, agressões, quedas e ferimentos por arma de fogo ou arma branca. 99% dos atendimentos são disso. O restante são situações especiais, avaliadas na hora da chamada.
Quando o atendimento é clínico, como por exemplo uma pessoa que de repente começa a passar mal, o médico informa que o Siate orienta a pessoa para ligar ao Transporte Emergencial Centralizado (TEC) para que o transporte seja realizado. Se a pessoa não consegue falar no TEC, o Siate pode tentar o contato através dos atendentes.
No caso de William o atendimento seria realizado, segundo Basso, já que o choque elétrico provoca queimaduras, internas e externas, e que normalmente são muito graves.


