Acidente com caminhão leva piche para córrego
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quinta-feira, 28 de novembro de 2002
Vânia Moreira<br> Equipe da Folha 
Terra Roxa Uma empresa de Americana (SP), especializada em lixo industrial, começou ontem a recolher as 22 toneladas de emulsão asfáltica que vazaram de um caminhão na BR-272, no limite entre Terra Roxa e Guaíra (Oeste do Estado). Parte do material caiu no córrego Caburí, que deságua no Rio Paraná, dentro do Parque Nacional de Ilha Grande. O acidente aconteceu a 12 quilômetros de distância do Parque. A carreta carregada com 27 toneladas de piche tombou no final da tarde de terça-feira no quilômetro 553, o mais crítico dos 60 quilômetros da rodovia, entre Guaíra e Iporã.
O motorista do caminhão, Celso Miranda dos Santos, 36 anos, não se feriu. A carreta havia sido carregada em Araucária e seguia para Mato Grosso do Sul. A transportadora B. Greca e Cia Ltda., responsável pela carga, contratou a empresa S.O.S. Cotec, de Americana, para fazer a limpeza. Ontem, a Cotec instalou oito redes de contenção ao longo do córrego para evitar que o piche chegue ao Rio Paraná.
Segundo o analista de meio ambiente da empresa, Marcelo Albergaria, o acidente não deverá provocar mortandade de peixes ou outros danos significativos ao meio ambiente. ''Logo após o tombamento, o motorista e a Polícia Rodoviária de Guaíra cavaram valas para represar o óleo e evitar que uma quantidade maior descesse para o córrego'', informou. Ao longo do riacho, as manchas pretas e pegajosas de piche tinjem as margens, pequenas rochas e o fundo do córrego.
A equipe de 10 homens deverá levar pelo menos cinco dias para recolher o material e limpar o rio. A prefeitura de Guaíra cedeu máquinas para ajudar no trabalho. De acordo com Albergaria, o material será levado para um depósito de lixo industrial em Americana. O técnico do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em Guaíra, Humberto Pádua Neto, vistoriou a região e coletou amostras da água e do solo para avaliar a contaminação.


