Pelo menos uma pessoa morreu na colisão seguida de explosão de uma carreta e um carro na PR-445, próximo ao trevo de Irerê (Zona Sul de Londrina), no início da tarde de ontem. Os veículos ficaram completamente destruídos. A carga de soja tombou no asfalto e deixou o tráfego em meia pista por mais de duas horas. O motorista do carro, que morreu no local, não havia sido identificado até o início da noite. O condutor do caminhão saiu ileso.
Viaturas do Corpo de Bombeiros foram acionadas para controlar as chamas no caminhão. Especialistas afirmaram que ainda não é possível detectar onde o fogo começou. A Polícia Rodoviária Estadual controlou o fluxo de veículos, já que a pista foi tomada pela soja. O tráfego esteve completamente interditado por meia hora e depois metade foi liberada para a passagem de veículos. As filas nos dois sentidos chegaram a dois quilômetros.
O choque ocorreu numa curva perto do trevo de Irerê e o carro foi arrastado por cerca de cem metros, até os veículos caírem no acostamento. O motorista do caminhão, Dércio Paiva, 63 anos, conseguiu sair do veículo pouco antes da explosão e do incêndio. Ele disse que o acidente aconteceu rápido e não houve tempo para reação.
''Quando vi o carro já estava encima. Só escutei o barulho. Não deu tempo de nada até porque você não está esperando. Só por Deus eu consegui sair do caminhão. Foi meu presente de Natal'', afirmou Paiva. Ele também disse que foi o carro que invadiu a pista dele.
A carreta Scania 113, com placas de Bela Vista do Paraíso, é de uma empresa de Londrina. O veículo partiu carregado de soja de Sinop, no Mato Grosso, com destino ao porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina. O choque transformou a Parati, com placas de Tamarana, em um monte de ferro retorcido. De acordo com o perito do Instituto de Criminalística de Londrina, Luís Noboru Marukawa, na tarde de ontem era impossível determinar até o número de vítimas.
''A princípio há somente uma vítima. Mas a intensidade do fogo seria suficiente para consumir o corpo de uma criança, por exemplo'', revelou. O perito explicou ainda que, numa análise preliminar, o mais provável é que a Parati tenha invadido a contra-mão. ''A razão não é possível determinar. Mas pode ter sido um descuido do motorista, imprudência ou negligência'', acrescentou.
O tenente Idevaldo Cunha, da Polícia Rodoviária, concorda que a causa mais provável do desastre foi a imprudência. ''Não posso afirmar quem teve culpa, mas houve desatenção de um dos motoristas. O asfalto da rodovia é bom. Tanto a sinalização horizontal quanto a vertical estão em bom estado. O acidente só ocorreu porque um invadiu a pista do outro'', avaliou.
A violência do acidente chamou a atenção dos motoristas e passageiros que passaram pelo local após a liberação da pista. Guinchos foram acionados para fazer a retirada dos veículos e da carga. O corpo do motorista da Parati foi levado para o Instituto Médico Legal de Londrina ainda na tarde de ontem, mas não foi identificado até o fechamento da edição.

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