Um acidente, que a princípio não parecia grave, provocou muita confusão ontem à tarde no Centro de Londrina. Segundo a polícia, o motorista estaria drogado. Gleison Fabiano de Souza, de 33 anos, perdeu o controle da Parati que dirigia e bateu contra um poste na avenida São Paulo, na esquina da Espírito Santo, pouco depois das 15h30.
Após a colisão, Souza saiu do veículo totalmente alterado, sem falar nada. Testemunhas afirmam que ele tentava engatar a ré, na tentativa de remover o veículo, mas quanto mais mexia no carro, mais prensava o veículo contra o poste. No desespero, Souza chegou até a tentar empurrar o veículo.
Quem presenciou a cena, ficou perplexo com a atitude do motorista. A polícia, que apareceu no local 40 minutos depois, não sabia como lidar com a situação. Dentro do veículo, com placas de Porecatu, os policiais encontraram uma latinha e um isqueiro. Segundo a polícia, o conteúdo da lata provavelmente era crack.
O soldado Moya, que esteve presente no local, informou à FOLHA que Gleison já tem duas passagens pela polícia por uso de drogas e furto. O socorrista do Siate, soldado Ricardo, que prestou atendimento ao motorista, disse que ele só sofreu um corte superficial na língua. ''Mas o estado psicológico dele estava totalmente alterado, sendo que ele tinha dificuldade até para pronunciar as palavras. Ele alega tomar medicamentos e disse que estava indo para o médico no momento da colisão'', afirmou.
Souza, que é morador do bairro Santo Amaro em Cambé, foi encaminhado para o Hospital da Zona Sul, mas segundo a assessoria do hospital, não quis aguardar atendimento e foi embora. O carro dele foi apreendido.
Segundo o tenente Ricardo Eguedis, comandante da Companhia de Trânsito de Londrina, o procedimento da polícia, neste caso, foi correto. ''Como os policiais revistaram o carro e não encontraram a droga, somente indícios de uso, o motorista não pode ser preso, pois é preciso uma prova material. O que eles poderiam ter feito, além disso, seria entrar em contato com o delegado da Delegacia de Trânsito, que teria autoridade suficiente para pedir um exame toxicológico do motorista e assim, provar que ele estava sobre efeito de drogas''.

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