Um acidente envolvendo um carro de passeio e um caminhão, ontem, por volta das 9 horas, assustou moradores vizinhos e frequentadores do Lago Igapó (área central), principal área de lazer de Londrina. Com a batida, um dos veículos derrubou um poste de iluminação pública.
Segundo informações de policiais militares da Companhia de Trânsito (Ciatran), o mercedes conduzido por Luana Silva Blanco, 18 anos, seguia pela rua Bento Munhoz da Rocha Neto, que margeia o Igapó 2, e teria virado bruscamente à esquerda para entrar na Rua João Wyclif. O caminhão conduzido pelo mecânico José de Paula Ribeiro, 48, estava atrás do carro e acabou batendo na porta da motorista. Com o choque, o mercedes foi arremessado em direção a um barranco e capotou. De acordo com os PMs, Ribeiro ainda colidiu o caminhão contra um poste.
De acordo com o cabo Durval Francisco da Silva, da PM, que atendeu a ocorrência, a Ciatran vai analisar as condições do acidente. O soldado destacou que a violência com que aconteceu a batida apontaria uma combinação de ''falta de atenção com velocidade acima do limite''. Luana foi encaminhada para a Santa Casa de Londrina, onde passou por uma avaliação médica. A estudante apresentou apenas escoriações.
Para o presidente da Associação dos Moradores dos Jardins Alto do Igapó e Guanabara, Ewerton Taveira Cangussu, o verdadeiro culpado pelos acidentes que ocorrem no local seria a prefeitura. ''Temos requerimentos engavetados desde agosto de 2001, mas até agora não foi colocado um único semáforo. Eu mesmo já bati aqui nesta rua'', afirmou, criticando a decisão da administração pública de ''repassar para a iniciativa privada a execução das obras''.
Tanto a Secretaria de Obras quanto a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) informaram que projetos estão previstos para reformular o tráfego no local e que serão realizados pela empresa que está loteando a região. ''A (rua) João Wyclif é muito inclinada e quem vem de cima acaba chegando com velocidade. Como o nosso projeto de readequação implica entrar em área de terceiros, ela (a loteadora) vai seguir as diretrizes do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano) e fazer a obra sem custos para o município. Ela está apenas aguardando a licença ambiental'', explicou o secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas. Ele esteve no local ontem.

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