Um acidente de trânsito ajudou a Polícia Rodoviária de Londrina a capturar um dos mais perigosos foragidos da Justiça do Estado do Paraná no início da noite de anteontem. Ao furar o bloqueio realizado pela PM na Rodovia Mabio Gonçalves Palhano (Zona Sul de Londrina), Jorge Antônio Macri, 55 anos, perdeu o controle do carro, que capotou 2 km depois da blitz. Com ferimentos leves, ele foi atendido pelo Siate e levado para a Santa Casa, sob forte esquema de segurança. Ainda na mesma noite, ele foi liberado e encaminhado para a carceragem do 2º Distrito Policial.
De acordo com o superintendente da 10Subdivisão Policial de Londrina, Francisco de Assis, Macri havia cumprido 22 dos 57 anos aos quais havia sido condenado. Ele estava na Colônia Penal Agrícola de Piraquara (Região Metropolitana de Curitiba) quando fugiu, em maio deste ano. ''Ele foi condenado por vários crimes, como furtos, roubos, estelionato, homicídio e falsificação de documentos, praticados em cidades do interior do Paraná e de São Paulo'', completou o delegado do 6º Distrito Policial (6º DP), de Londrina, Algacir Ramos. Tanto o delegado quanto o superintendente acreditam que Macri estava morando em Londrina desde a fuga, por ter familiares na cidade.
A recaptura aconteceu por volta das 19h30 de quarta-feira. Policiais rodoviários realizavam uma blitz na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano, próxima à Mata dos Godoy, quando pediram para que um Chevrolet Celta branco parasse. ''Ele fugiu pois temia que pudesse ser identificado. Tomou velocidade, mas bateu o carro em um barranco, 2 km depois do bloqueio'', contou o delegado. Enquanto Macri era atendido pelo Siate com fratura no nariz e lesões na boca, os policiais rodoviários realizaram uma vistoria no carro e acionaram a Polícia Civil. No porta luvas, Macri carregava uma cópia da própria ficha criminal.
O atendimento médico foi prestado pelo Hospital Santa Casa de Londrina, sob forte proteção policial. O temor era de que uma tentativa de resgate pudesse ser realizada. Depois de medicado, Macri foi levado para o 2º DP e agora deve perder o direito ao cumprimento da pena em regime semi-aberto. A polícia continua as investigações para saber se o carro usado por ele é roubado.

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