Campo Mourão
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão (Acicam), Marcos Antônio Corpa, enviou ofício esta semana à Câmara de Vereadores criticando a aprovação de um projeto de lei que garante o pagamento de apenas 50% do valor da passagem nos ônibus urbanos para estudantes universitários. No documento, Corpa considera o desconto como algo ‘‘lamentável’’ e que prejudica a classe empresarial.
O ofício da Acicam trouxe à tona um projeto que tinha passado sem polêmica. O autor da proposta, o vereador Izael Skowronski (PSDB), apenas alterou uma lei que garantia a meia passagem a estudantes de primeiro e segundo graus. ‘‘Não há por que o benefício não ser estendido aos alunos do terceiro grau’’, ressaltou. Skowronski já foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Faculdade de Campo Mourão (Fecilcam).
Ontem, o presidente da Câmara, Edson Battilani (PSDB), preparava uma resposta à Associação Comercial. Ele vai dizer que o Legislativo apenas cumpriu a Lei Orgânica do Município, que prevê incentivos à educação. Skowronski, por sua vez, estava atrás de documentos que mostram que a Acicam também recebe incentivos da prefeitura. O município chega a repassar dinheiro para ajudar a entidade a realizar campanhas comerciais.
Represália Skowronski disse achar que o repúdio da Acicam pode ser uma represália por ele ter votado contra o projeto que liberou o horário de atendimento do comércio local. O vereador era considerado como ‘‘voto certo’’ a favor da liberação, mas votou contra alegando que tinha sido eleito por muitos comerciários, que atacavam a idéia. Um dos argumentos contra a liberação é que ela iria prejudicar os trabalhadores do comércio que estudavam à noite.
O diretor da única empresa que faz o transporte coletivo na cidade, Flávio Gurginski, também criticou o projeto. ‘‘Aluno da faculdade vai na aula de carro’’, frisou. Ele disse temer que haja fraude com as passagens compradas com desconto. ‘‘O estudante universitário pode comprar o vale pela metade do preço e o repassar ou mesmo revendê-lo mais caro’’.

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