Achei que fossem bombinhas
Ainda bastante abalada com a confusão ocorrida na Toca do Cateto, a salgadeira Rosana Torres, 39 anos, mãe de Erickssen Gabriel de Almeida, 20 anos, baleado na coxa, disse que na hora nem acreditou que o que estava acontecendo era mesmo um tiroteio.
Preocupada com o filho, internado no Hospital Evangélico, Rosana disse que foi ao restaurante com outras 12 pessoas para comemorar o aniversário de uma amiga de Gabriel, que tinha acabado de chegar do Japão. Estava muito lotado. A gente estava na parte aberta do restaurante e o rapaz que foi baleado pelos bandidos estava longe de nós. Quando escutei os barulhos, na hora da confusão, achei que fossem bombinhas, daquelas de festa junina. Daí começaram a gritar que eram tiros e todo mundo ficou apavorado.
Segundo Rosana, durante a confusão, uma pessoa pegou o microfone e pediu para que todos se escondessem debaixo das mesas. Meu filho me agarrou correndo e me puxou para debaixo de uma mesa. Daí ele falou: mãe acho que fui atingido. Então vimos que a calça dele estava cheia de sangue. Nem esperamos o Siate chegar e já colocamos ele no carro para levar até o hospital, relata.
Rosana, que mora no Jardim Califórnia (Zona Leste) com Gabriel, disse que o filho trabalha nas Lojas Colombo como vendedor e que ambos freqüentam o restaurante há bastante tempo. Nunca percebi se lá tem segurança particular, mas sempre tem viatura da polícia passando por perto. Uma amiga que estava conosco passou mal e também foi atendida aqui no hospital. O Gabriel está sentindo a perna formigar muito, tomara que ele fique bem. (F.B.)





