Acesso à zona norte espera melhorias
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segunda-feira, 30 de setembro de 2002
Fábio Galão<BR>Reportagem Local 
Moradores do Parque das Indústrias Leves (zona leste) de Londrina estão reclamando das más condições da Avenida Angelina Ricci Vezozzo, que liga a Avenida Brasília à Saul Elkind (zona norte®MD77¯). ®MDNM¯Muitos acidentes teriam sido causados pela ausência de acostamento e calçada o que obriga os pedestres a andarem no meio do asfalto , pela falta de visibilidade nos trechos que antecedem as pontes dos ribeirões Quati e Lindóia e pela pista estreita, que ainda é dividida em duas mãos.
''Moro aqui há vinte anos e posso dizer que esse é um dos pontos de trânsito mais críticos de Londrina. A pista se estreita ainda mais nas duas pontes, que o motorista não vê porque estão encobertas pelas árvores. Já vi vários acidentes na avenida, muitos com vítimas fatais'', explica Édson Deliberador Filho. A Angelina Vezozzo é pouco habitada: os imóveis às margens da pista passam de pouco mais de uma dezena e incluem indústrias, uma invasão, associações e um conjunto de minichácaras, onde moram oito irmãos da família Deliberador.
Porém, a avenida é um dos pontos de ligação mais importantes de Londrina, já que é uma das vias de acesso aos Cinco Conjuntos e ao Parque Industrial da cidade. Emérson Alexandre Ribeiro e Marcos Alexandre Ribeiro, tio e sobrinho, trabalham numa indústria de alumínio e são obrigados a passar todos os dias pela Angelina Vezozzo, no início da manhã e no final da tarde.
''Aqui é triste. Andamos esse trecho a pé e de bicicleta, e é sempre um perigo. Se vem uma carreta lá de cima, à toda, tem que ter muita fé pra se salvar'', explica Emérson.
''A solução definitiva para essa pista é a duplicação. Existe até um projeto, de muitos anos, mas não sei porque nunca foi concretizado'', afirma Mário Deliberador, filho de Édson. Há um ano, os moradores pediram melhores condições de segurança na avenida à Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que pintou faixas, colocou placas e instalou tachões nos metros anteriores às duas pontes.
''Melhorou um pouco, eu concordo, mas foi apenas um paliativo, assim como seria apenas colocar lombadas. A duplicação é que vai resolver o problema e tem que ser feita urgentemente'', afirma Édson Deliberador. Além disso, as adequações do ano passado já não estão mais remediando o problema. Quase todos os tachões já foram arrancados e os veículos continuam abusando da velocidade ao percorrer a avenida. ''Continuamos dormindo ao som dos pneus cantando na pista'', reclama Mário.


