Acesso à UEL é interditado para obras de passagem subterrânea
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segunda-feira, 15 de setembro de 1997
Luka Morais 
Londrina
Marcos BorgesHomens trabalhandoObras da passagem subterrânea para a UEL: serão retirados 80 mil metros cúbicos de terraO Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) interditou ontem, no começo da tarde, parte da avenida Professor Faria Lima, principal via de acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL) e a bairros da zona oeste. A interdição é necessária para o início das obras de transposição da rodovia PR-445 através de passagem subterrânea, que ligará a UEL à Faria Lima. O tráfego na rodovia continua normal.
A rua John Dalton (jardim Universitário) será utilizada para desviar o tráfego de veículos até a avenida Castelo Branco, conforme informação divulgada pelo Ippul. O desvio deverá ser usado pelos motoristas que trafegam no sentido UEL-Cambé. O trecho da Faria Lima próximo à trincheira ficará interditado por 60 dias, quando deverá estar concluída a obra.
A Construtora CSO, encarregada pelas reformas na PR-445, já havia entrado em contato com a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) mas somente pela manhã solicitou a interdição da área ao Ippul. Quem decide sobre esse assunto é o Ippul, avisou o diretor operacional do Ippul, Juan Monastério.
Para construir a passagem subterrânea serão retirados 80 mil metros cúbicos de terra, o correspondente a mais de 8 mil caminhões carregados, calcula o engenheiro da construtora CSO, Joel Leite Salgado. A previsão é de que a trincheira, incluindo alças, esteja concluída em dois meses. Isso se o tempo ajudar, observa o engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Sérgio Gonçalves Leite. A construção do complexo do trevo tem um custo previsto de R$ 700 mil, de acordo com o DER.
O engenheiro da CSO informa que outras obras que estão sendo feitas na avenida Dez de Dezembro e Harry Prochet estão em fase final. Estamos acertando as margens das rodovias e fazendo os encaixes. Estamos na fase de acabamento, diz Joel Leite Salgado.
As reformas nos 11 quilômetros urbanos da rodovia PR-445 tiveram início em julho do ano passado. A entrega das obras estava prevista para abril deste ano, mas foi adiada para 31 de outubro. Informações do DER dão conta de que o prazo de entrega das reformas foi prorrogado pela segunda vez em consequência de uma readequação financeira do governo do Estado no pagamento à empreiteira CSO, de Maringá, responsável pelas obras. O adiamento havia ocorrido por causa do excesso de chuvas nos primeiros meses deste ano.
Pelo trecho de 11 quilômetros urbanos da rodovia trafegam cerca de 5 mil motoristas diariamente. A reforma da PR-445, no perímetro urbano, compreendido entre o trevo de saída para Cambé (zona oeste) e o jardim Campos Elíseos (zona sul), na saída para Tamarana (60 quilômetros ao sul de Londrina), inclui a construção de 22 quilômetros de avenidas marginais, restauração asfáltica, melhorias nos trevos e nas sinalizações vertical e horizontal.
A construção da passagem subterrânea em frente à UEL faz parte de uma reforma mais ampla da PR-445, que prevê a recuperação dos seus 96 quilômetros, entre os trevos de Mauá da Serra (70 quilômetros ao sul de Londrina) e o distrito de Warta (15 quilômetros ao norte).
O investimento total é de R$ 20,5 milhões, bancados 50% pelo governo do Paraná e 50% pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Na parte urbana, a Prefeitura de Londrina colaborou com a execução da infra-estrutura (terraplenagem e galerias pluviais) dos 22 quilômetros de avenidas marginais.


