Calçadas estreitas, esburacadas e sem piso tátil. O direito de ir e vir, garantido na Constituição, não está ao alcance de todos. "Em Londrina, ainda há muito a ser feito", admite o vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Almir Escatambulo, que também ocupa o cargo de assessor especial da Pessoa com Deficiência na Prefeitura de Londrina. Segundo ele, toda a frota de ônibus do transporte coletivo já está adaptada para o embarque e desembarque de pessoas com deficiência. "Ainda há muitos órgãos públicos, de uma forma geral, que não estão preparados para receber as pessoas com deficiência. Faltam estruturas como rampas adequadas, banheiros adaptados, intérpretes de libras, equipamentos sonoros, paisagens urbanísticas, bancos etc", destaca Escatambulo.
As reformas nos prédios públicos de Londrina estão sendo realizadas de forma gradativa. "Os novos espaços construídos pela prefeitura e que são projetos do governo federal só são aprovados mediante as adequações de acessibilidade. O problema é que nós temos muitos prédios antigos: a própria prefeitura e o Museu de Arte, por exemplo, e ainda temos essa dificuldade de adaptação", explica. Entre as razões, está o orçamento apertado para a execução das obras.
Apesar das dificuldades em garantir a acessibilidade, o vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência avalia que houve avanços em diversos setores. "Conseguimos vans adaptadas para o transporte de pessoas em tratamento, estamos conversando com pessoal da saúde para formar uma rede de atendimento voltada para a pessoa com deficiência, assinamos o plano nacional ‘Viver Sem Limite’ que estabelece políticas públicas de inclusão, a Cohab [Companhia Municipal de Habitação] tem construído casas adaptadas e também estamos pensando nas pessoas com deficiência para a implantação do Superbus", ressalta. Rampas de acesso também estão sendo implantadas nas principais vias recapeadas. No setor da educação, conforme Escatambulo, 32 centros de apoio pedagógico equipados com salas de recurso atendem alunos com deficiência matriculados na rede municipal de ensino.(V.C.)

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