Acessibilidade depende de incentivos públicos
Para presentear o filho Gabriel, 13 anos, o técnico agrícola João Flávio Barbosa Arrebola foi até a loja de instrumentos musicais comprar uma guitarra. O instrumento mais todos os acessórios custaram cerca de R$ 700. ''Na verdade eu até preferiria que ele praticasse um esporte, mas ele gosta é de música'', confessa, lembrando porém que considera importante que os jovens tenham a música sempre presente, ''porque ela liberta o espírito''.
Para Arrebola, os instrumentos musicais no País custam caro. ''Já morei em Londrina, Santa Catarina e Minas Gerais, e os preços são muito parecidos, porém altos. Hoje eu posso comprar, mas muitos gostariam de ter e não podem. Se fosse mais barato talvez os instrumentos fossem mais acessíveis'', sugere.
Já para o músico João Paulo Rodrigues Freitas, muito mais do que o preço do instrumento, para tornar a música mais acessível à comunidade é preciso haver mais iniciativas e incentivos públicos na área. O músico está iniciando um projeto em parceria com a Fundação Cultural de Ibiporã para ensinar percussão a crianças de 5 a 13 anos. ''É uma chance para o grande músico de amanhã. Dessa forma, podemos realizar sonhos e descobrir grandes talentos'', afirma.
Músico há 16 anos, Freitas reconhece que ficou mais fácil adquirir os instrumentos e reunir uma banda, mas que isso nem sempre é mais vantajoso. ''As pessoas têm feito isso mais para curtir, perderam a preocupação de se dedicar à música'', lamenta, lembrando que em sua primeira banda os membros usavam um violão quebrado, microfone de plástico e outros improvisos, mas havia uma dedicação maior. (A.I.)





