ACESSIBILIDADE - Equipamento, instalado há seis meses, nunca chegou a funcionar
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Cambé - Uma liminar pedindo a interdição do elevador do Fórum de Cambé (Norte) foi concedida pela Justiça. A liminar faz parte da ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais e do Idoso de Cambé (13 km a oeste de Londrina). O equipamento, instalado há alguns meses, nunca chegou a funcionar corretamente e está fora das especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Hoje, o cadeirante precisa ser colocado por outras pessoas dentro do elevador e também depende de ajuda para descer. E enquanto o equipamento não funciona corretamente, o Poder Judiciário de Cambé precisa improvisar. Como as salas de audiência ficam no segundo andar, algumas vezes é necessário carregar um cadeirante pelas escadas ou usar salas do térreo para a realização de procedimentos. O local também não conta com rampas de acesso para facilitar a vida dos idosos e deficientes físicos.
A ação inclui pedido de notificação do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Antonio Vidal Coelho, e do diretor do Fórum local, juiz Ricardo Luiz Gorla.
De acordo com Gorla, o pedido de adequação ou substituição do equipamento já foi feito pelo menos duas vezes anteriormente. ''Penso que não é uma obra tão cara diante da utilidade. Espero que esse problema seja resolvido de uma vez por todas'', comentou. Sempre que tem audiência é realmente um transtorno'', acrescentou.
A assessoria de imprensa informou que o Tribunal de Justiça apenas se manifestará sobre o caso após ser notificado oficialmente.
A ação civil pública foi ajuizada pela promotora Adriana Lino. Como a promotora está em férias, o promotor Leonildo Grota está acompanhando o caso. Ele explicou que o prazo para que as adequações sejam feitas é de 60 dias. ''Cabe recurso contra a liminar, mas acredito que, do ponto de vista do bom senso, o governo não deveria recorrer'', opinou Grota.
O promotor comentou que, inclusive, um colega de Rolândia, que substitui profissionais periodicamente no Fórum de Cambé, já precisou ser carregado até o segundo andar para audiências.
Enquanto isso, a sala da Promotoria de Defesa dos Direitos das Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais e do Idoso, responsável pela ação, localizada no segundo andar do prédio, permanece de difícil acesso para o seu próprio público.


