Acesf quer mudar para Av. Celso Garcia Cid
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terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Giovana Kindlein eAna Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
A Administração dos Serviços Funerários e Cemitérios de Londrina (Acesf) pretende mudar para um novo local. Embora o superintendente da Acesf, Wilson Battini, faça sigilo sobre o terreno requerido ontem ao prefeito Nedson Micheleti (PT), tudo indica que a área de 3.557 metros quadrados, da antiga Rede Ferroviária, entre as esquinas das avenidas Celso Garcia Cid e Dez de Dezembro, no centro da cidade, seja o local escolhido.
Entre os indícios de que o terreno seja o da antiga Rede Ferroviária está o fato dele ter sido solicitado pela Acesf há 10 anos. Em 15 de dezembro de 1993, durante a administração do prefeito Luiz Eduardo Cheida, a Câmara aprovou uma lei doando a área à Acesf para instalação de uma capela central e a administração do órgão. Na época, Battini era secretário de Administração do governo Cheida.
A lei tinha a validade por um ano e previa a construção da sede em dois anos. Caso isto não ocorresse, como de fato não aconteceu, a lei perderia efeito. Passada uma década, recursos na ordem de R$ 220 mil estão previstos no Orçamento do Estado deste ano para a construção da nova sede. Eles foram solicitados em emenda no ano passado, pelo deputado Antônio Carlos Belinati (PSL), e aprovados pela Assembléia Legislativa.
Segundo Battini, a Acesf está pleiteando a nova sede para oferecer um atendimento com mais qualidade. Para ele, o alto índice de homicídios na cidade (161, em 2002) associado ao aumento gradativo de ''mortes naturais'' está acarretando um fluxo excessivo para o atual prédio de 250 metros quadrados, na Avenida JK.
No local a Acesf mantém duas capelas mortuárias, uma sala de preparação de corpos, plantão 24 horas de atendimento ao público, parte administrativa e divisão de cemitérios. Os 80 funcionários também não são suficientes, de acordo com Battini, para dar atendimento adequado. ''É urgente contratarmos pelo menos mais 20 funcionários, independente da construção da nova sede'', destacou.
Battini espera que o Executivo encaminhe à Câmara projeto-de-lei de doação ainda no primeiro semestre, para que as obras sejam iniciadas até a metade do segundo semestre. Atualmente funcionam nove capelas mortuárias em Londrina.


