O superintendente da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf), Gustavo Santos, deve pedir em breve autorização à Secretaria Geral da Prefeitura para abrir licitação e construir um cemitério na Cidade. O local ainda não foi escolhido, mas deve ser na zona sul ou oeste, regiões que ainda não possuem cemitério.
Gustavo Santos explica que havia uma licitação de 1996 para exploração por particulares de um cemitério na zona sul, mas foi anulada. ‘‘Vamos iniciar um novo processo licitatório’’, ressalta. Ele diz que todos os detalhes serão decididos ainda, mas a área deve possuir cerca de 40 mil metros quadrados, que comportará cerca de 10 mil jazigos e duas capelas.
Preferencialmente, segundo Gustavo Santos, o cemitério será construído na zona sul. A região é a mais carente no setor e a que mais cresce em população. ‘‘Mas, particularmente, não estou convencido de que tem que ser na zona sul’’, revela.
Apesar de ser explorado pela iniciativa privada, Gustavo Santos diz que os preços não serão exorbitantes e caberá à Acesf fiscalizar o serviço. ‘‘Eles terão que apresentar uma planilha de custos para justificar um possível aumento de preço’’, observa. Ele conta ainda que o local a ser escolhido será submetido à apreciação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) para que esteja em concordância com o programa de desenvolvimento da Cidade. ‘‘Não podemos construir um cemitério em um local, por exemplo, onde o Ippul planeja explorar um outro setor’’, diz.
O superintendente da Acesf afirma que a construção de um cemitério é essencial para evitar problemas nos próximos anos. Segundo ele, a capacidade de comercialização de terrenos começará a se esgotar em três anos. Ele cita o exemplo do cemitério Jardim da Saudade, localizado na região dos Cinco Conjuntos (zona norte). Situado em uma área de 121 mil metros quadrados, o cemitério foi construído em 1984 e hoje conta com 13 mil sepulturas, sendo que faltam ainda três mil para esgotar sua capacidade.
Londrina possui cinco cemitérios municipais e dois particulares - o Parque das Oliveiras e o Islâmico, ambos localizados na zona leste. A Acesf registra em média 320 mortes por mês.

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