Acesf quer identificar jazigos abandonados
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quarta-feira, 15 de junho de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 
Os cemitérios São Paulo, no bairro Aeroporto (zona leste) e João 23, no Jardim Higienópolis (região central) estão passando por uma vistoria para verificar a situação dos jazigos. Uma comissão da Administração dos Cemitérios e Serviços Funerário de Londrina (Acesf) está fazendo o levantamento das sepulturas em estado de abandono ou ruínas.
A Acesf estima que dos 1,3 mil túmulos do Cemitério São Paulo pelo menos 68 estejam em situação de abandono ou ruína. No João XXIII a estimativa é de que existam mais de 300 sepulturas irregulares, das quase 3 mil existentes no local.
O levantamento dever ser concluído em 30 dias. Os concessionários das sepulturas irregulares serão notificados por carta para realizarem a manutenção dos túmulos sob pena de perderem o direito de uso.
De acordo com o Código de Posturas, após receber a notificação os concessionários têm prazo de 10 dias para retirar a licença para fazer a reforma e 30 dias para concluí-la. Depois, a comissão fará uma nova vistoria e, caso o problema persista, a notificação será feita por três editais publicados em jornal e, em última instância, será feita a revogação da concessão.
"Não sabemos quantos desses jazigos terão a concessão revogadas", disse o superintendente da Acesf, Ademir Gervásio de Souza Júnior. Os dois cemitérios estão lotados e sem espaços para comercialização, por isso o levantamento dos jazigos abandonados começou nessas unidades. A última vistoria foi feita em 2011.
Nos cemitérios Jardim da Saudade, na zona norte, e no Padre Anchieta, na zona leste, os levantamentos foram realizados em 2015. Das 1,5 mil sepulturas em situação irregular no Jardim da Saudade, 480 tiveram as concessões revogadas. No Padre Anchieta 225 concessionários foram notificados e 60 perderam o direto de uso. No Cemitério São Pedro o trabalho ocorreu em 2011, mas como lá ainda há espaços para comercialização não entrou na lista de vistorias.
Os oito cemitérios distritais nunca passaram por esse tipo de levantamento. Os dados destes cemitérios ainda não foram digitalizados o que dificulta a identificação dos concessionários. "Ainda temos muita coisa manual. Os registros são muito antigos e não estão 100% informatizados, por isso vamos deixar para um segundo momento. Mas tem que ser feito porque existem muitas situações de jazigos abandonados", afirmou o superintendente.
ESGOTAMENTO
Apesar de ainda haver terrenos para comercialização nos cemitérios municipais, o esgotamento das vagas preocupa a Acesf. O Jardim da Saudade, mais popular e com 13 mil terrenos, ainda tem espaço, mas por pouco tempo.
De acordo com o Souza, essas vagas foram garantidas em função dos processos de revogação das concessões e a utilização de uma área desocupada para fazer novas construções. "Pela procura, acredito que até o final do ano ou começo do ano que vem a gente consegue atender a demanda", disse o superintendente.
Está prevista a construção de um novo cemitério na zona norte. O terreno escolhido tem cerca de 48,4 mil metros quadrados e fica no prolongamento da Avenida Saul Elkind, no sentido a Ibiporã. Nas próximas semanas, a Acesf deve protocolar o pedido de licença prévia no Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A intenção é oferecer 6,5 mil terrenos. O projeto ainda não foi elaborado, mas se estuda a possibilidade ser um cemitério parque. O último cemitério construído em Londrina foi o Jardim da Saudade, em 1989. A intenção era fazer um novo na zona Sul, mas o perfil de solo da região inviabilizou a ideia.


